Médica é vítima de golpe e perde R$ 36 mil em conta empresarial em Rio Preto
Uma médica de 39 anos registrou um boletim de ocorrência na Central de Flagrantes de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, após perder R$ 36 mil em um golpe aplicado em sua conta bancária empresarial. O caso, que ocorreu na quarta-feira (15), envolve uma conta usada exclusivamente para movimentações da empresa, com perfil restrito e baixo fluxo financeiro, onde as transferências eram feitas apenas para os dois sócios em datas previamente estabelecidas, por meio de TED.
Migração forçada para conta digital e falha no atendimento
A vítima relatou à polícia que procurou uma agência física do banco, acompanhada de um representante do escritório de contabilidade, para cadastrar um novo usuário e facilitar a gestão financeira. No entanto, ao chegar ao local, foi informada de que a conta havia sido migrada automaticamente para a modalidade digital, sem comunicação prévia, e que o atendimento presencial não estaria mais disponível.
Mesmo manifestando interesse em manter a conta física, a mulher disse que foi orientada a resolver a situação exclusivamente pelos canais digitais e pelo telefone de atendimento. Essa mudança abrupta criou uma vulnerabilidade que foi explorada pelos criminosos.
Contato fraudulento e perda total do acesso
Dias depois, a empresária começou a receber mensagens de um número com foto institucional do banco, onde o golpista se apresentou como gerente da conta e ofereceu ajuda. De acordo com a vítima, durante os contatos não foram solicitadas senhas, e as orientações se limitaram a procedimentos operacionais, o que pode ter mascarado a intenção fraudulenta.
Em nova tentativa de acesso ao sistema, acompanhada novamente por um contabilista, a médica entrou em contato com o suporte telefônico e seguiu instruções durante horas, das 15h até aproximadamente 18h30. A ligação e o acesso ao site foram interrompidos de forma repentina, e após isso, a empresária percebeu que não possuía mais acesso à conta.
Saldo retirado e empréstimo não autorizado
Ao verificar a situação, constatou que todo o saldo havia sido retirado. Além disso, ela relata que um empréstimo foi contratado sem autorização, seguido por diversas transferências bancárias não reconhecidas. A vítima afirma que a conta não possuía autorização para transações via PIX e que as movimentações feitas fogem completamente do padrão habitual da empresa, indicando uma ação coordenada de estelionato.
Imediatamente após perceber o golpe, a empresária entrou em contato com o atendimento do banco, solicitou o bloqueio da conta e registrou contestação das operações. A ocorrência foi registrada como estelionato na Central de Flagrantes, e as investigações estão em andamento para identificar os responsáveis.
Este caso destaca os riscos crescentes de crimes digitais no setor bancário e a importância de medidas de segurança reforçadas, especialmente para contas empresariais que lidam com recursos significativos. As autoridades recomendam que clientes verifiquem regularmente suas contas e relatem qualquer atividade suspeita imediatamente.



