Influenciadora é presa em Pernambuco após forjar sequestro para ganhar seguidores
A Polícia Civil de Pernambuco (PC-PE) prendeu na manhã desta terça-feira, 24 de março de 2026, a influenciadora digital Monniky Fraga, como parte da operação denominada "Cortina de Likes". A detenção ocorreu após investigações que apontam que a jovem teria forjado o próprio sequestro em abril do ano passado, com o objetivo principal de aumentar o número de seguidores em suas redes sociais.
Operação policial e detalhes do caso
Além de Monniky Fraga, que possui aproximadamente 27 mil seguidores no Instagram, mais uma pessoa foi presa sob a acusação de participar da encenação criminosa. A operação também cumpriu dois mandados de busca e apreensão, sendo um deles em uma residência localizada no estado de São Paulo, ampliando o alcance das investigações.
O delegado Jorge Pinto, do Grupo de Operações da PC-PE, destacou que as investigações continuam em andamento, mas já existem fortes indícios contra a influenciadora. "Isso não é uma brincadeira, configura crime", afirmou o delegado, enfatizando a seriedade do caso. Ele explicou que, devido a uma queda em sua popularidade nas mídias sociais, Monniky teria utilizado recursos como um veículo clonado e uma arma de fogo para dar um ar de veracidade à trama, o que mobilizou significativamente o aparato policial de Pernambuco.
Possíveis acusações e próximos passos
A Polícia Civil deve encaminhar em breve o relatório completo da investigação ao Ministério Público, que terá as seguintes opções:
- Arquivar o caso, se considerar insuficientes as provas.
- Solicitar mais informações para aprofundar as investigações.
- Denunciar formalmente Monniky Fraga, o que poderia levá-la a responder por crimes como:
- Associação criminosa voltada à prática de extorsão.
- Fraude processual.
- Falsa comunicação de crime.
A reportagem buscou contato com a defesa de Monniky Fraga para obter uma manifestação, mas até o momento não houve resposta. Caso haja um posicionamento, o conteúdo será devidamente atualizado para refletir a versão da acusada.
Este caso serve como um alerta sobre os riscos e consequências legais de ações fraudulentas nas redes sociais, especialmente quando envolvem a simulação de crimes graves como sequestros, que consomem recursos públicos e podem causar pânico na sociedade.



