Técnico em eletrônica é preso por usar celulares roubados para saques bancários em Cariacica
Homem preso por usar celulares roubados para saques bancários

Técnico em eletrônica é preso por usar celulares roubados para saques bancários em Cariacica

Um técnico em eletrônica de 32 anos foi preso em Cariacica, na Grande Vitória, suspeito de utilizar celulares furtados para realizar transferências bancárias e saques nas contas das vítimas. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil nesta terça-feira (24), Carlos Roberto Fernandes teria recebido valores entre R$ 200 e R$ 500 para acessar os aparelhos roubados.

Detenção e envolvimento familiar

A esposa do suspeito, uma mulher de 26 anos, também foi detida durante a operação policial, mas foi liberada posteriormente após alegar estar grávida. Ela responderá ao processo em liberdade, conforme determinação legal. A defesa do técnico em eletrônica não foi localizada para comentar o caso.

Investigação aponta para terceiro envolvido

A polícia também investiga a participação de uma terceira pessoa, ainda não identificada, que aparece ao lado do suspeito em imagens registradas por câmeras de segurança de uma agência bancária durante os saques. As filmagens mostram o momento em que Carlos Roberto e uma mulher realizam transações em caixas eletrônicos, retirando dinheiro das contas das vítimas.

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Origem dos celulares roubados

Segundo o delegado Brenno Andrade, titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos, os celulares foram furtados durante um show na Praia de Camburi, em Vitória, no dia 17 de janeiro. No dia seguinte, as vítimas começaram a perceber as movimentações bancárias indevidas em suas contas, com prejuízo total estimado em R$ 13,1 mil.

Método criminoso e histórico do suspeito

O suspeito era conhecido na região de Campo Grande, em Cariacica, por conseguir desbloquear telefones celulares. Ele acessava os aplicativos bancários após encontrar as senhas salvas nos aparelhos das vítimas. "Iniciamos as investigações e percebemos que ocorreram transações indevidas dentro do aplicativo das vítimas. O criminoso começou a fazer transferências bancárias e depois realizava saques em dinheiro. Ele era conhecido por esse tipo de prática", explicou o delegado Andrade.

Carlos Roberto Fernandes tem passagens pela polícia por crimes como roubo, furto, receptação e estelionato. Durante sua prisão, foi constatado que ele utilizava tornozeleira eletrônica, o que ajudou na confirmação de sua identidade. "Era uma manhã de sol, e o indivíduo estava de calça. Um dos policiais suspeitou e verificou que ele utilizava tornozeleira eletrônica", afirmou o delegado.

Início das investigações

A investigação começou após uma das vítimas registrar Boletim de Ocorrência ao notar transações não autorizadas em sua conta bancária. Uma das transferências levou os policiais até outra mulher, inicialmente tratada como suspeita, mas que posteriormente foi identificada como vítima do mesmo tipo de crime durante o mesmo evento musical.

Recomendações de segurança

A Polícia Civil orienta que os usuários evitem guardar senhas no bloco de notas do celular. "O ideal é não salvar esse tipo de informação no aparelho, nunca registrar a senha de forma escrita ou guardada no bloco de notas e, se possível, utilizar recursos como reconhecimento facial nos aplicativos bancários. Isso já evita muita dor de cabeça quando a pessoa tem o telefone roubado ou furtado", recomendou o delegado Brenno Andrade.

A mulher que acompanhava o suspeito nas imagens da agência bancária, segundo a investigação, recebeu parte do dinheiro transferido e tinha conhecimento da atividade criminosa. As autoridades continuam trabalhando para identificar completamente todos os envolvidos no esquema.

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