Mulher é indiciada por aplicar golpes financeiros através de falsas vagas de emprego no Paraná
Uma mulher de 32 anos foi indiciada pela Polícia Civil do Paraná, suspeita de criar vagas de emprego fictícias e realizar entrevistas falsas para roubar dados pessoais de candidatos e aplicar golpes financeiros em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. O delegado Gabriel Munhoz, responsável pelo caso, detalhou a operação fraudulenta que enganou diversas vítimas em busca de oportunidades no mercado de trabalho.
Modus operandi sofisticado enganava candidatos em coworkings
De acordo com as investigações, a mulher marcava as entrevistas de emprego em espaços de coworking – locais que alugam ambientes comerciais de forma temporária – simulando processos seletivos completos. Ela aplicava provas e questionários, criando uma aparência de legitimidade para os candidatos. Sob o pretexto de realizar reconhecimento facial para a suposta empresa, a golpista fotografava documentos originais e o rosto das vítimas, coletando informações sensíveis sem suspeitas.
"De posse dessas informações e da biometria facial, a mulher realizava aberturas de contas bancárias, empréstimos e financiamentos de veículos de luxo em nome dos candidatos, sem que estes soubessem", explicou o delegado Munhoz. A ação fraudulenta resultou em dívidas e prejuízos financeiros significativos para as pessoas enganadas, que só descobriram os crimes quando notificadas por instituições financeiras.
Histórico criminal e identidade falsa utilizada nos golpes
A investigação revelou que a mulher é natural de Curitiba e já possui passagem pela polícia. No início de fevereiro, ela havia sido presa em flagrante em Guarapuava, na região central do Paraná, por aplicar o mesmo tipo de golpe. Atualmente, ela permanece detida e, com as novas descobertas em Ponta Grossa, foi indiciada por mais quatro crimes de estelionato, somando-se às acusações anteriores.
Para aplicar os golpes em Ponta Grossa, a mulher se apresentava falsamente como "Priscila de Almeida", afirmando ser psicóloga de uma empresa de recursos humanos. As falsas vagas de emprego eram divulgadas principalmente através das redes sociais, incluindo oportunidades para motorista particular e cuidador de idosos, cargos que atraíam candidatos em situação de vulnerabilidade econômica.
Penas severas e alerta para possíveis vítimas
O delegado Gabriel Munhoz destacou que, somadas as penas pelos novos crimes em razão do concurso material, a condenação pode chegar a 20 anos de reclusão. A Polícia Civil emitiu um alerta para outras possíveis vítimas que tenham passado por situações semelhantes, orientando que procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência e realizar novo reconhecimento da suspeita.
"Os coworkings utilizados pela mulher para as falsas entrevistas de emprego não sabiam dos golpes e também são considerados vítimas", ressaltou Munhoz, esclarecendo que os estabelecimentos cooperaram com as investigações sem conhecimento prévio das atividades criminosas. O nome real da mulher não foi divulgado pelas autoridades, e a defesa não pôde ser identificada para comentários.
A polícia continua investigando o caso para identificar todas as vítimas e evitar que novos golpes sejam aplicados, reforçando a importância da verificação cuidadosa de oportunidades de emprego e da proteção de dados pessoais em processos seletivos.



