Motorista preso por atropelar 6 cachorros em Manaus; 1 morre
Preso motorista que atropelou 6 cães em Manaus; 1 morre

A Polícia Civil do Amazonas prendeu o motorista suspeito de atropelar intencionalmente seis cachorros no bairro Parque Dez de Novembro, em Manaus. O caso ocorreu na última quarta-feira (22) e ganhou grande repercussão após imagens de câmeras de segurança mostrarem o veículo avançando sobre os animais que descansavam na calçada.

Detalhes do atropelamento

Jefferson Buhler Figliuolo, de 35 anos, foi detido horas depois no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, quando tentava embarcar para São Paulo. Segundo a Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), uma cadela morreu no local. Dos cinco cães feridos, dois permanecem internados no Hospital Público Veterinário do Amazonas, apresentando melhora clínica. A fêmea, que estava sem apetite, voltou a se alimentar, e o macho teve melhora no quadro torácico. Ambos estão estáveis sob acompanhamento veterinário.

Cuidados da comunidade

Os outros três cães já retornaram para a rua Adauto Uchôa, onde vivem. Eles são cuidados por moradores da região, que se revezam para garantir alimentação, água e atendimento veterinário. De acordo com a farmacêutica Mara Hyden, os animais são alimentados por todos os moradores, cada um contribuindo com comida, medicamentos e cuidado. Ela mesma adotou uma das cadelas, conhecida como Peludinha, que também foi vítima de atropelamento e perdeu um olho. O músico Davi de Matos abriu sua casa em construção para abrigar uma cadela que deu à luz no local, protegendo os filhotes.

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Investigação e prisão

O empresário Jaider Souza, que presenciou a cena, descreveu o atropelamento como chocante, com um barulho muito grande. Ele espera que o caso sirva de exemplo e que haja justiça. O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo. Durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (23), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Em vídeos que circularam nas redes sociais, ao deixar o aeroporto, o suspeito afirmou: "se eu pudesse, fazia de novo". O delegado Guilherme Antoniazzi afirmou que o objetivo agora é esclarecer a motivação do crime, destacando que esse tipo de delito tem aumentado e que cada prisão é essencial para que o agente responda à Justiça.

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