Polícia apreende 30 galos de rinha em Uberaba; quatro morreram e homem é preso
Polícia apreende 30 galos de rinha em Uberaba; quatro morreram

Polícia Militar apreende 30 galos de rinha em Uberaba; quatro animais não resistiram

A Polícia Militar realizou uma operação em Uberaba, no Triângulo Mineiro, na quarta-feira (25), resultando na apreensão de trinta galos da raça Índio Gigante, que eram mantidos de forma irregular para a prática de rinhas. A ação ocorreu no bairro Jardim Espírito Santo, onde os animais foram encontrados com ferimentos graves no rosto e nas pernas, compatíveis com brigas. Infelizmente, quatro dos galos não resistiram aos ferimentos e morreram.

Homem é detido e equipamentos de rinha são apreendidos

Durante a abordagem, um homem de 48 anos foi detido sob a acusação de maus-tratos aos animais. No local, os policiais encontraram uma arena montada para as lutas, conhecida como "rebolo", além de esporas de aço e plástico, que são utilizadas para intensificar os ferimentos nas aves durante as brigas. Esses itens foram apreendidos como prova do crime.

A raça Índio Gigante é conhecida por seu porte elevado, podendo atingir mais de um metro de altura, o que a torna alvo frequente para exploração ilegal em rinhas, prática expressamente proibida no Brasil e considerada uma forma grave de maus-tratos.

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Denúncia anônima levou à descoberta do caso

De acordo com o cabo Jeferson Moura, da Polícia Militar Ambiental, a equipe foi acionada após receber uma denúncia anônima sobre suspeita de comércio de arma de fogo no endereço. Ao chegarem ao local, no entanto, identificaram a situação de maus-tratos aos animais. "Quando entraram na residência, identificaram diversos galos que estavam sendo mantidos como forma de maus-tratos", explicou o militar.

Galos são encaminhados para reabilitação

Os animais sobreviventes foram levados ao Hospital Veterinário de Uberaba para avaliação. O médico-veterinário Cláudio Yudi informou que a expectativa é de que as aves sejam encaminhadas a um centro de reabilitação localizado em Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Ele destacou a complexidade do cuidado com esses animais: "Esses galos brigam entre si. Então, eles têm que viver separados, em locais separados, e é difícil manter dessa maneira. Agora é um trabalho contínuo permanente de ressocialização. Para nós, é considerado um dos maiores maus-tratos, uma das piores agressões contra animais que existe, em aves principalmente".

A prática de rinhas de galo é crime no Brasil, configurando maus-tratos e sujeita a penalidades legais. Casos semelhantes têm sido registrados em outras regiões de Minas Gerais, reforçando a necessidade de vigilância e denúncia por parte da população.

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