Mulher é indiciada por maus-tratos após jogar óleo quente em cão comunitário em Goiânia
A Polícia Civil de Goiás indiciou Cacilda Ferreira de Almeida, moradora de Goiânia, por maus-tratos a animais nesta quinta-feira (26). O crime ocorreu no dia 5 de março, no Setor Castelo Branco, quando a mulher foi filmada despejando um líquido quente em um cachorro comunitário conhecido como Jhonny, que estava dormindo tranquilamente na calçada.
Detalhes do crime e investigações
Nas imagens do vídeo, é possível observar uma nuvem de vapor se formando no momento em que o líquido é jogado, o que comprova que a substância estava em alta temperatura. O animal, assustado, foge gritando de dor imediatamente após o ataque. A polícia destacou que a ação foi realizada sem qualquer provocação por parte do cão, que não apresentou reação antes do ato violento.
As investigações apontam que Jhonny, um cão comunitário querido pelos moradores da região, sofreu queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus em aproximadamente 40% da parte superior do corpo. O laudo do Exame de Corpo de Delito confirmou a gravidade das lesões, que levaram a uma infecção secundária e complicações sérias, exigindo internação e suporte de oxigênio.
Condição do animal e possíveis penalidades
Até a última atualização desta reportagem, Jhonny continuava internado em estado delicado, com risco de vida devido a uma infecção generalizada. A Polícia Civil afirmou que o quadro do animal é considerado grave, e ele recebe cuidados intensivos em uma clínica veterinária.
Caso seja condenada, Cacilda Ferreira de Almeida pode enfrentar uma pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O Ministério Público ainda não se manifestou sobre o recebimento do inquérito, e a defesa da suspeita não foi localizada pelo g1 até o momento.
Impacto na comunidade e reações
O caso gerou comoção entre os moradores do Setor Castelo Branco, que acompanham a recuperação de Jhonny com preocupação. A brutalidade do ato, capturada em vídeo, reforça a necessidade de conscientização sobre os direitos dos animais e a aplicação rigorosa das leis contra maus-tratos.
Autoridades policiais enfatizam a importância de denúncias em casos similares, lembrando que ações como essa não apenas causam sofrimento extremo aos animais, mas também configuram crimes passíveis de punição severa. A sociedade civil e organizações de proteção animal têm mobilizado esforços para apoiar o tratamento de Jhonny e garantir justiça no caso.



