Cachorra atropelada por carro de autoescola em Jundiaí gera polêmica e versões conflitantes
Cachorra atropelada por autoescola em Jundiaí: versões conflitantes

Cachorra atropelada por carro de autoescola em Jundiaí gera polêmica e versões conflitantes

Uma cachorra de nove anos foi atropelada por um veículo de autoescola na tarde de quinta-feira, 19 de setembro, em uma rua do bairro Jardim Pacaembu, localizado na cidade de Jundiaí, no interior do estado de São Paulo. O incidente foi registrado em vídeo por câmeras de segurança, e as imagens mostram o momento exato do acidente. O motorista do carro não parou para prestar socorro ao animal, que posteriormente precisou ser submetido a uma cirurgia de emergência. A situação gerou uma controvérsia significativa, pois a família tutora da cachorra e a direção da autoescola apresentaram declarações completamente diferentes sobre os fatos ocorridos.

Relato da família tutora e ativista animal

De acordo com a família responsável pela cachorra, chamada Lili, testemunhas que presenciaram o acidente afirmaram que o carro da autoescola trafegava em alta velocidade pela Rua Brígido Marcassa quando atingiu o animal. Os relatos indicam que o instrutor que estava no veículo não parou para oferecer qualquer tipo de assistência à cachorra ferida. Lili foi socorrida por terceiros e encaminhada para tratamento veterinário, onde passou por uma cirurgia e recebe medicação para se recuperar dos ferimentos.

A ativista da causa animal Danielle Fogaça, que está acompanhando o caso, informou que irá registrar um boletim de ocorrência para denunciar a omissão de socorro. "Quando o condutor do veículo atropela e não presta o socorro, aciono a polícia, registrando a denúncia para abertura do inquérito. Por lei, a omissão de socorro é crime. Alguns meses atrás, ocorreu um caso semelhante e, após a denúncia, o condutor foi preso", explicou a ativista, destacando a gravidade da situação e as consequências legais possíveis.

Versão apresentada pela autoescola

Em entrevista concedida à TV TEM, a proprietária da autoescola envolvida no acidente apresentou uma versão distinta dos eventos. Ela afirmou que o veículo não ultrapassava a velocidade de 30 quilômetros por hora, uma vez que a rua em questão é residencial e possui uma inclinação. Segundo a dona da autoescola, o instrutor não parou imediatamente após o atropelamento porque a aluna que estava dirigindo tinha um compromisso urgente.

A proprietária também relatou que o instrutor retornou ao local do acidente aproximadamente dez minutos depois, mas acabou deixando o local devido a ameaças que teria sofrido de pessoas presentes. Como medida de precaução, a autoescola decidiu registrar um boletim de ocorrência não criminal para garantir a segurança de seus funcionários e alunos. Essa divergência nas narrativas aumenta a complexidade do caso e levanta questões sobre responsabilidade e transparência.

Impacto e desdobramentos do caso

O atropelamento da cachorra Lili em Jundiaí não apenas causou sofrimento ao animal, mas também evidenciou problemas mais amplos relacionados à segurança no trânsito e ao tratamento de animais em situações de emergência. A polêmica em torno das versões conflitantes destaca a importância de investigações detalhadas e da aplicação da lei em casos de omissão de socorro. Enquanto a família busca justiça para Lili, a autoescola defende sua posição, criando um debate público sobre ética e responsabilidade no trânsito urbano.

A comunidade local e ativistas de direitos animais estão acompanhando de perto os desdobramentos, pressionando por uma resolução que garanta o bem-estar da cachorra e a punição adequada se houver negligência comprovada. Este incidente serve como um alerta para a necessidade de maior conscientização e respeito aos animais nas vias públicas, reforçando que atos de omissão podem ter sérias consequências legais e sociais.