Cachorro morre atropelado por carro da CPFL em Franca; motorista foge sem socorro
Um cachorro morreu na manhã desta quinta-feira (23) após ser atropelado por um veículo na Rua Agnelo Vilaça, no Jardim Aeroporto IV, em Franca (SP). O motorista, que dirigia um carro da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), fugiu do local sem prestar qualquer assistência ao animal. Câmeras de segurança registraram todo o ocorrido.
Nas imagens, é possível observar o cão sentado no meio da rua, próximo a um cruzamento. O veículo branco da CPFL surge, realiza a curva e passa por cima do animal, que estava sobre a sinalização de solo. Imediatamente após o impacto, o cachorro começa a ganir de dor e rola pelo asfalto, enquanto o motorista segue viagem sem reduzir a velocidade.
Resgate e morte do animal
O serviço móvel da Prefeitura de Franca foi acionado e resgatou o cão, encaminhando-o ao Hospital Veterinário Municipal. No entanto, o animal não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.
Testemunha relata frieza do motorista
O pedreiro Geovane Bergamini Filho, que trabalhava em uma obra onde o motorista realizaria um orçamento para instalação de um relógio de energia, presenciou a cena. Segundo ele, o condutor não demonstrou qualquer remorso. “Ele fez a curva, atropelou o cachorro e continuou reto. Não diminuiu a velocidade, não olhou para trás. O cachorro gritava, rolou na calçada e sangrava, mas o cara foi embora”, afirmou.
A CPFL, em nota enviada à EPTV, afiliada da Rede Globo, informou que vai apurar o ocorrido.
Investigação policial
O delegado Davi Abimael Davi, responsável pelo caso, registrou a ocorrência de imediato devido à clareza das imagens. A investigação busca apurar se houve dolo eventual, ou seja, se o motorista assumiu o risco de matar o animal. “As imagens indicam descuido. Se comprovarmos que ele assumiu o risco conscientemente ou desejou o resultado, responderá por maus-tratos, com pena de 2 a 5 anos”, explicou.
O delegado destacou ainda a falta de humanidade do condutor ao não prestar socorro. “Ele deveria ter parado. Com o animal gritando daquele jeito, não tem como alegar que não viu. Socorrer é questão de humanidade”, concluiu.
Até a última atualização, o motorista não havia sido identificado.



