Tatuador morre após soco em briga de Carnaval no interior de SP; suspeito alega assédio
Tatuador morre após soco em briga de Carnaval em Nuporanga

Tatuador morre após soco em briga de Carnaval no interior de São Paulo

Um homem de 42 anos, identificado como o tatuador Vitor Fonseca, faleceu após levar um soco durante uma briga no Carnaval em Nuporanga, cidade do interior paulista. O incidente ocorreu na quarta-feira, dia 18 de fevereiro, e resultou em um traumatismo craniano fatal para a vítima.

Detalhes do ocorrido e socorro

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Vitor Fonseca recebeu um soco, caiu no chão e bateu a cabeça com força. Ele foi rapidamente socorrido e levado ao Hospital São Geraldo, mas não resistiu aos ferimentos graves. O suspeito da agressão, um homem de 25 anos, compareceu à delegacia local após o ocorrido e, de acordo com as autoridades, confessou o ato.

Versão do suspeito e contestação da família

O agressor alegou à polícia que o tatuador estaria "assediando crianças" no momento da briga, uma afirmação que ainda não foi confirmada de maneira independente pela reportagem. Em contrapartida, familiares de Vitor Fonseca questionaram publicamente essa versão em entrevistas a veículos de imprensa locais. Em uma nota enviada a jornais da região, a família desacreditou a alegação do suspeito e argumentou que, se houvesse realmente uma situação de assédio, ele deveria ter chamado a polícia em vez de partir para a violência.

Investigações em andamento

O caso foi registrado na Delegacia de Franca como lesão corporal seguida de morte, e as investigações continuam para apurar as causas exatas da briga. O suspeito foi ouvido pelas autoridades e liberado em seguida, sem ter o nome divulgado, o que impediu o contato da reportagem com sua defesa. Vitor Fonseca havia retornado à cidade onde nasceu para passar o período carnavalesco, tornando o episódio ainda mais trágico para a comunidade local.

Contexto adicional de violência

No mesmo dia do incidente, um adolescente internado na Fundação Casa relatou ter sido vítima de violência sexual dentro da instituição. O caso foi denunciado por uma agente de apoio, que registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia, e o interno foi encaminhado para atendimento hospitalar. Esses eventos destacam questões de segurança e violência que permeiam o período festivo e além.