A maior favela sobre palafitas do Brasil, localizada em Santos, no litoral de São Paulo, teve o prazo de finalização de suas obras alterado. A revitalização na Bacia do Mercado e a manutenção no entorno do Parque Palafitas receberam investimentos extras que, somados, ultrapassam R$ 3,5 milhões. Já a modernização do Teatro Coliseu teve o prazo de entrega prorrogado, mas sem custos adicionais.
Parque Palafitas
O Parque Palafitas é um projeto inédito de urbanização no país, prevendo a construção de 60 unidades habitacionais em uma área de 4 mil metros quadrados na comunidade do Dique da Vila Gilda, na Zona Noroeste. A Prefeitura de Santos também realizará a construção do novo sistema viário, conectando a Avenida Jornalista Armando Gomes à entrada do Parque Palafitas, além de infraestrutura urbana no entorno.
Segundo a administração municipal, as obras avançaram e o núcleo residencial foi concluído. No entanto, foi identificada a necessidade de reforço na base do pavimento devido à presença de solo instável, o que demandou revisão dos cálculos estruturais para garantir a capacidade de carga adequada. Isso resultou em um aditivo de valor e ampliação do prazo. O contrato com a TMK Engenharia foi aditado em R$ 1.079.340,35, equivalente a 22,37% do valor inicial, com extensão de um mês a partir de 20 de abril de 2026.
Bacia do Mercado
As obras de revitalização na Bacia do Mercado precisarão de reconstrução da rede de drenagem no entorno da Rua do Meio e na área próxima ao Bom Prato da Praça Iguatemy Martins, locais com estruturas comprometidas. Também foi necessário reforçar a sub-base do pavimento do estacionamento previsto, impactando prazo e custo.
A prefeitura informou que o acréscimo no valor da obra será de R$ 2.565.794,27, cerca de 24,88% a mais em relação ao valor inicial. A execução dos serviços terá duração de seis dias a partir de 21 de abril e por mais dois meses a partir de 27 de abril.
Teatro Coliseu
Localizado no Centro Histórico de Santos, o Teatro Coliseu está passando por modernização na caixa cênica. As obras foram prorrogadas para instalação de um projeto elétrico complementar. Após a retirada dos equipamentos antigos, foram identificadas partes ocultas da fiação que precisavam ser substituídas, exigindo atualização do projeto para garantir o funcionamento correto e seguro dos sistemas cênicos.
De acordo com a prefeitura, esta foi a única obra que não gerou custo adicional. O novo projeto está em análise pela Secretaria de Obras e Edificações (Seobe).
A administração municipal explicou que as prorrogações de prazo e os aumentos de custos decorreram de ajustes técnicos identificados durante a execução, a partir de condições que só se tornam plenamente visíveis com o avanço das intervenções.



