O corpo da menina de 9 anos que desapareceu após cair no rio Chapecózinho, no Oeste de Santa Catarina, foi encontrado neste domingo (11). A informação foi confirmada pelo comandante do Corpo de Bombeiros Militar, Aguiar Junior, à NSC TV. A criança e sua mãe, Patrícia Sechini, haviam caído na água no feriado de Ano-Novo (1º), quando retornavam de uma pescaria.
As buscas e as dificuldades enfrentadas
As equipes de resgate enfrentaram grandes obstáculos durante os dez dias de operação. A região possui vegetação densa e, na época do acidente, o rio apresentava uma correnteza muito forte. As buscas foram guiadas por relatos de moradores e familiares, além da localização de objetos pessoais ao longo do curso d'água.
Para cobrir a vasta e difícil área, os bombeiros utilizaram uma combinação de recursos. Cães farejadores foram empregados em terra, enquanto drones e um helicóptero sobrevoavam a região. As operações se estenderam por trechos do rio Chapecózinho entre os municípios de Entre Rios e Marema.
Um dos indícios encontrados foi um tênis, localizado na segunda-feira (5). O pai da menina, Edilberto, confirmou que era o calçado que a filha usava no dia do desaparecimento.
O trágico acidente no rio
O caso teve início em 1º de janeiro. Patrícia e a filha estavam finalizando uma pescaria em família, acompanhadas pelo namorado de Patrícia e pelo filho adolescente dele, de 13 anos. Momento antes de irem embora, mãe e filha subiram em uma pedra para observar o rio.
Foi então que Patrícia perdeu o equilíbrio e caiu na água. A menina, que estava nas costas da mãe, foi arrastada junto pela correnteza. O adolescente de 13 anos presenciou a cena e correu para alertar o pai, que acionou o resgate imediatamente. As buscas começaram ainda no mesmo dia.
O corpo de Patrícia Sechini foi encontrado primeiro, no sábado (3), aproximadamente 10 quilômetros distante do local da queda. O resgate foi complexo, durando cerca de sete horas devido ao difícil acesso à margem onde ela estava.
Repercussão e memória
Pamela Sechini, irmã de Patrícia, deu um depoimento emocionado sobre as vítimas. Ela contou que a irmã morava em Xanxerê e tinha apenas uma filha, fruto de um relacionamento anterior com Edinilson. "[Patrícia] era uma pessoa que gostava muito de ajudar os outros. Estava sempre brincando", relembrou Pamela.
A tragédia chocou a comunidade local e mobilizou forças de segurança por mais de uma semana, até que o corpo da menina fosse finalmente localizado, encerrando um ciclo de angústia para a família e os bombeiros.