Desaparecimento no Rio Chapecozinho: mãe é encontrada morta, filha de 9 anos segue desaparecida
Mãe e filha desaparecem em rio no Oeste de SC; busca continua

Uma tragédia familiar abalou a cidade de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. Uma mãe e sua filha de nove anos desapareceram após serem arrastadas pela correnteza do Rio Chapecozinho durante um momento de lazer. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina segue em uma complexa operação de buscas.

O que aconteceu no Rio Chapecozinho?

O incidente ocorreu na tarde de quinta-feira, 1º de fevereiro, próximo à Linha Violtão, no interior do município. Patrícia Sechini estava com a filha e o namorado em um passeio à beira do rio. Em um momento de distração, mãe e filha se aproximaram da parte mais funda do curso d'água e foram surpreendidas pela força da correnteza, sendo levadas.

O alerta foi dado imediatamente, e as primeiras equipes de resgate chegaram ao local ainda na quinta-feira. As buscas iniciais duraram mais de cinco horas, sendo interrompidas apenas pela falta de luz natural. A operação foi retomada na manhã de sexta-feira e não parou desde então.

Operação de resgate e localização da vítima

Após intensas buscas, o corpo de Patrícia Sechini foi localizado na manhã de sábado, dia 3. Ela foi encontrada a aproximadamente 10 quilômetros do ponto onde ocorreu o desaparecimento, presa às margens do rio.

A retirada do corpo demandou uma operação específica e delicada, que começou ao meio-dia de sábado e só pôde ser concluída por volta das 19 horas. Os bombeiros enfrentaram dificuldades de acesso ao local, conseguindo chegar até a vítima somente por volta das 16h30. Foram sete horas de trabalho contínuo para realizar o resgate.

Busca pela menina continua em área de difícil acesso

Até a tarde desta segunda-feira, dia 5, a filha de nove anos de Patrícia seguia desaparecida. As equipes do Corpo de Bombeiros explicam que o terreno é extremamente acidentado e de difícil acesso, o que limita as ações.

Devido ao alto volume de água e à força da correnteza, não é possível utilizar embarcações na busca. A opção por mergulhadores também foi descartada por representar alto risco. Dessa forma, as buscas estão sendo conduzidas majoritariamente por terra, com o apoio de drones para fazer a varredura visual de áreas extensas e de difícil penetração.

A corporação mantém o efetivo na região e não mede esforços para localizar a criança. A comunidade de Xanxerê, cidade com cerca de 11 mil habitantes, acompanha apreensiva o desenrolar dos trabalhos.