O PIX se consolidou como o principal meio de pagamento no Brasil, e em Campinas (SP) o crescimento também foi expressivo. Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra que o volume movimentado na cidade cresceu 21,2% de 2024 para 2025, saltando de R$ 67,1 bilhões para R$ 81,4 bilhões. A tendência de alta continua em 2026. Dados do Banco Central mostram que, apenas de janeiro a maio deste ano, as transações feitas por pessoas físicas em Campinas já somam mais de R$ 32,4 bilhões.
Impacto nos negócios
O avanço do PIX, com transferências instantâneas e sem custo para pessoas físicas, mudou o jogo para as operadoras de cartão e maquininhas. Segundo Bruno Souza, assessor econômico da Fecomercio/SP, a concorrência forçou uma redução de custos. "Comparando 2025 em relação a 2024, houve uma queda de 3% em média na taxa de desconto cobrada pelas operadoras de cartão", explica. Para a confeiteira Paty Tafner, que produz cerca de 400 doces por semana, a ferramenta se tornou essencial. Ela conta que, embora tenha maquininha, quase não a utiliza. "A maioria dos recebimentos são via PIX. Mais fácil, mais rápido, prático. Geralmente as encomendas vêm com 50% antecipado, então já vem o PIX, daí você já consegue até ter uma segurança", relata.
Contestações
A popularidade do sistema também acende um alerta para golpes. Dados do Banco Central referentes ao primeiro trimestre de 2026 mostram que, embora milhões de transações sejam contestadas, a maioria é rejeitada. Em janeiro, foram 3,17 milhões de contestações, com apenas 279 mil aceitas (8,7%). Em fevereiro, 2,81 milhões de contestações e 281 mil aceitas (10%). Já em março, 2,92 milhões de contestações e 308 mil aceitas (10,5%).



