
Não dá pra acreditar que isso está acontecendo de novo. Mal se passaram 28 dias e as chamas voltaram a consumir a maior comunidade de palafitas do país, lá em Santos. Dessa vez, o fogo começou por volta das 15h30 de quarta-feira e, meu Deus, como se alastrou rápido.
Os bombeiros – esses heróis que nunca dormem – correram para conter o desastre. Quatro viaturas e treze homens trabalhando contra o tempo, contra o vento, contra tudo. E olha, o vento não ajudou nem um pouco, espalhando as chamas como se fossem raios.
Deja Vu Aterrorizante
É como um pesadelo que se repete. No início de agosto, a mesma comunidade já tinha virado cinzas. Agora, as famílias que mal tinham começado a reconstruir suas vidas perderam tudo. De novo. Como assim?
Os números são assustadores: pelo menos 25 casas completamente destruídas. Vinte e cinco! E o pior é que ninguém se feriu gravemente – dessa vez. Mas e o trauma? Como medir o desespero de ver sua vida queimar pela segunda vez?
Solidariedade que Aquece o Coração
Enquanto escrevo isso, a Defesa Civil já está na área, assessorando as famílias. A Prefeitura de Santos, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, prometeu auxílio emergencial – algo que, convenhamos, é o mínimo que se espera.
Mas sabe o que me emociona? A vizinhança. Sempre são os vizinhos que aparecem primeiro, oferecendo água, comida, abrigo. Gente ajudando gente, enquanto o poder público se organiza.
Um Problema que Persiste
Duas grandes tragédias em menos de um mês. Isso não é coincidência, é padrão. Alguém precisa olhar com seriedade para essas comunidades vulneráveis. Prevenção? Alô?
As palafitas, construídas sobre o mangue, são extremamente inflamáveis. Madeira, vento forte, estruturas próximas... é uma receita para o desastre. E o desastre veio. Duas vezes.
Enquanto isso, as famílias sobrevivem como podem. Algumas em abrigos, outras com parentes, muitas simplesmente... sem nada. De novo.