Galpão clandestino de produtos químicos é interditado em Amparo após denúncia anônima
Uma denúncia anônima levou à interdição de um galpão clandestino de produtos químicos em Amparo (SP) nesta quinta-feira (19). Equipes da polícia, da Prefeitura e da Vigilância Sanitária atenderam ao chamado e encontraram uma fábrica ilegal operando sem autorização e em desacordo com normas de segurança básicas. O proprietário do estabelecimento não foi localizado durante a ação, mas um funcionário estava trabalhando no local sem qualquer tipo de equipamento de proteção individual (EPI), expondo-se a riscos graves.
Irregularidades e riscos ambientais flagrados no local
O galpão, equipado com maquinário e diversos produtos já embalados e prontos para venda, estava situado próximo a um poço artesiano do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE) de Amparo. Isso levantou sérias preocupações sobre a possível contaminação do lençol freático, conforme explicou Patrick Machado, diretor de operações do SAAE. "Inclusive, não tem a contenção, eles têm que estar devidamente com contenção. Se caso houver um vazamento, alguma coisa fica retida. E nesse estabelecimento não tem rede de esgoto. Nós estamos também a 50 metros do nosso poço, e ali é um poço que abastece o bairro inteiro e não pode haver contaminação", destacou ele.
Adnei Buzo, coordenador da Defesa Civil, enumerou uma série de irregularidades encontradas no local, incluindo:
- Falta de saída de ar adequada
- Ausência de registro do Corpo de Bombeiros
- Orientações insuficientes sobre a manipulação dos produtos
- Falta de rótulos nos materiais químicos
Buzo ressaltou que "A gente não achou uma máscara, não achou nada que possa estar ajudando em um EPI para estar protegendo o local", evidenciando a negligência total com a segurança dos trabalhadores e do ambiente.
Análise dos produtos apreendidos e proibição de atividades
Paula Michelazzo, supervisora municipal de Planejamento e Ordenamento de Amparo, informou que os produtos apreendidos serão submetidos a análises técnicas, já que não havia informações claras sobre sua composição. "A gente está pedindo um auxílio de outros órgãos, vão ter outros órgãos envolvidos com a Prefeitura para poder fazer a análise técnica desses produtos que eles estão manipulando aqui, que eles estão manuseando aqui", afirmou ela.
Além disso, Michelazzo reforçou que a área onde a fábrica clandestina operava não permite esse tipo de atividade. "Não tem nenhuma autorização para funcionar nenhum tipo de comércio e nem de fábrica, porque aqui é uma região de interesse turístico. Então pode funcionar apenas pousadas, hotéis, não pode funcionar nenhum tipo de estabelecimento", completou, sublinhando a violação das normas de zoneamento urbano.
A interdição do galpão serve como um alerta para os riscos associados a operações clandestinas, que comprometem não apenas a segurança pública, mas também a saúde ambiental e a integridade dos recursos hídricos locais. As autoridades continuam investigando o caso para identificar os responsáveis e tomar as medidas cabíveis.



