Servidores da educação de Ananindeua interditaram BR-316 em protesto por melhorias
Servidores de Ananindeua interditaram BR-316 em protesto por educação

Servidores da educação de Ananindeua voltam a interditar BR-316 em protesto por melhorias

Trabalhadores da rede municipal de educação de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, que estão em greve há quase uma semana, interditaram novamente um trecho da BR-316 na manhã desta quarta-feira (11). De acordo com os manifestantes, o bloqueio ocorreu no sentido de entrada da capital paraense, começando por volta das 10h e provocando significativos congestionamentos na via, uma das principais ligações entre Belém e os municípios da região metropolitana.

Trânsito liberado após reunião com vice-prefeito

O trânsito na rodovia foi liberado por volta das 12h, após representantes do movimento serem recebidos pelo vice-prefeito de Ananindeua, Hugo Atayde (PSB). No entanto, os servidores continuam cobrando uma reunião direta com o prefeito Daniel Santos para discutir as pautas do movimento de forma mais efetiva. Vale destacar que na terça-feira (10), uma das pistas da BR-316 também havia sido interditada por alguns minutos pelos manifestantes, demonstrando a continuidade da mobilização.

Principais reivindicações dos profissionais da educação

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), cerca de 200 profissionais participaram da mobilização desta quarta-feira. Entre as principais reivindicações da categoria estão:

  • Aumento salarial significativo para os servidores
  • Melhores condições de trabalho nas escolas municipais
  • Realização de novo concurso público para a rede de ensino

A coordenadora-geral do Sintepp, Gady Mabel, explicou que os trabalhadores foram recebidos na segunda-feira (9) por representantes da Secretaria Municipal de Educação, mas afirmam que as pessoas que participaram da reunião não tinham poder de decisão para negociar as demandas apresentadas pelo movimento.

Situação da rede municipal de ensino

Segundo dados do sindicato, o município de Ananindeua conta com aproximadamente 6 mil profissionais atuando na rede municipal de ensino. Desse total, apenas cerca de 1.500 são concursados, sendo que as aulas nas escolas públicas estão sendo mantidas principalmente por profissionais contratados temporariamente.

A professora municipal Alessandra Luz destacou a importância da mobilização: "É uma luta para garantir valorização e melhores condições de trabalho para quem está na educação", afirmou a educadora, representando o sentimento de muitos colegas.

Queda no poder aquisitivo dos profissionais

Um dos pontos centrais da discussão salarial refere-se à perda do poder aquisitivo dos profissionais ao longo dos anos. Segundo a categoria, em 2019 os profissionais da rede municipal recebiam cerca de 30% acima do piso nacional do magistério. Atualmente, esse valor estaria apenas cerca de 4% acima do piso, e os servidores pedem que esse percentual seja elevado para 8%, buscando recuperar parte do que foi perdido nos últimos anos.

Além do reajuste salarial, os trabalhadores também pedem melhorias urgentes na estrutura física das escolas, incluindo reformas e manutenção adequada dos prédios escolares, além da realização de um novo concurso público que possa trazer estabilidade e qualidade para o ensino municipal.