Navio porta-contêineres colide com balsas no Porto de Santos e tripulantes saltam no mar
Navio bate em balsas no Porto de Santos; tripulantes pulam no mar

Navio porta-contêineres colide com balsas no Porto de Santos e tripulantes saltam no mar

Um incidente de grande tensão ocorreu no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, na noite de segunda-feira (16), quando um navio porta-contêineres bateu em duas balsas da travessia entre Santos e Guarujá. Testemunhas relataram momentos de apreensão, com quatro tripulantes pulando no mar instantes antes do impacto, que felizmente não resultou em feridos.

Detalhes do acidente marítimo

O navio Seaspan Empire, de bandeira de Singapura, atingiu as balsas FB-15 e FB-14 por volta das 21h30, enquanto deixava o canal em direção à área de fundeio devido à falta de espaço para atracação. Os homens que saltaram na água eram tripulantes da FB-15, que naquele momento rebocava a FB-14, que estava fora de operação. Apesar do susto, ninguém ficou ferido, conforme confirmado pelas autoridades portuárias.

Relatos de testemunhas e imagens impressionantes

As imagens do momento foram registradas por Edna Basílio, que voltava para Santos após um passeio no Guarujá. "Eu passei a filmar porque achei que ia acontecer algo impressionante, mas não imaginei a grandiosidade que seria", afirmou ela em vídeo enviado à TV Tribuna, afiliada da Globo. Segundo Edna, os tripulantes saltaram após alertas de testemunhas sobre a iminência da colisão, e ela expressou dúvidas sobre quem estava errado na situação.

Paula Nicolucci, de 34 anos, presenciou a batida a bordo de uma terceira balsa, que estava atracada e não foi atingida. Ela explicou que voltava para o Guarujá após sair do trabalho em Santos e descreveu a cena: "O navio é muito gigantesco diante das balsas pequenas. A força é muito bruta, a pancada é forte e o barulho é estrondoso, dá medo". Paula destacou que funcionários orientaram os passageiros a manter a calma durante a travessia, classificando o evento como um susto.

Resposta das autoridades e investigação

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o navio atracou no terminal DP World por volta das 3h da terça-feira (17), após aguardar na área de fundeio. Não houve impacto nas operações do porto nem suspensão da navegação. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) esclareceu que a FB-15 rebocava a FB-14 em direção ao Guarujá quando ocorreu o impacto, e as balsas não transportavam passageiros no momento.

A Capitania dos Portos de São Paulo (CP-SP), subordinada à Marinha do Brasil, instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para investigar as causas da colisão e identificar os responsáveis. Este procedimento é padrão em casos de acidentes marítimos para garantir a segurança e a responsabilização adequada.

Operação de resgate e segurança

A Semil, por meio da Coordenadoria de Travessias, relatou que os tripulantes pularam no mar e nadaram até a margem em segurança. Nas imagens, é possível vê-los nadando até o cais, uma estrutura fixa de concreto junto à margem. Durante o resgate, pessoas em terra ajudaram orientando, jogando boias e coletes, puxando os profissionais da água e até mesmo se lançando ao mar para auxiliá-los.

A Praticagem, responsável pelo apoio à navegação, enviou lanchas ao local, e os tripulantes foram retirados da água sem ferimentos. Este rápido atendimento contribuiu para evitar consequências mais graves, destacando a importância da preparação e resposta em emergências portuárias.

Contexto e implicações do acidente

Acidentes como este ressaltam os desafios da navegação em portos movimentados como o de Santos, um dos maiores da América Latina. A colisão ocorreu em uma área crítica de travessia, levantando questões sobre segurança marítima e protocolos de operação. Embora não tenha havido feridos ou danos significativos às operações, o incidente serve como alerta para revisões de procedimentos e investimentos em infraestrutura.

As investigações em andamento devem fornecer mais detalhes sobre as causas, possivelmente incluindo fatores como condições climáticas, erro humano ou falhas técnicas. Enquanto isso, a comunidade portuária e os moradores locais seguem atentos, esperando por medidas que previnam futuros acidentes e garantam a segurança de todos os envolvidos nas atividades marítimas da região.