As autoridades das Maldivas recuperaram na manhã desta quarta-feira (20) os corpos dos dois últimos turistas italianos que morreram em um acidente de mergulho ocorrido na quinta-feira anterior. A informação foi confirmada pelo governo local e divulgada pela agência Reuters.
Operação de resgate
“Os dois mergulhadores restantes foram retirados da caverna e levados à superfície”, informou um funcionário do gabinete de imprensa do país. Todos os corpos foram encaminhados para um necrotério na capital, Malé. Segundo o jornal italiano La Stampa, os corpos recuperados são de Giorgia Sommacal e Muriel Oddenino. Elas integravam o grupo de cinco italianos que participava de uma excursão de mergulho em cavernas submarinas no atol de Vaavu, ao sul de Malé, e não conseguiu retornar à superfície.
Os corpos dos mergulhadores haviam sido localizados na segunda-feira. Dois foram retirados da água na terça-feira, enquanto o primeiro já havia sido recuperado na semana passada. O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou a localização dos quatro italianos desaparecidos. Em comunicado, a Força de Defesa Nacional das Maldivas informou que os corpos foram encontrados dentro da caverna durante uma operação conjunta de busca e resgate.
Riscos da missão
Durante as buscas, um integrante da equipe de resgate também morreu após sofrer doença descompressiva subaquática, condição causada por alterações bruscas de pressão durante o mergulho. “A morte demonstra a dificuldade da missão”, afirmou Mohamed Hussain Shareef, porta-voz da presidência das Maldivas. Entre as vítimas do acidente, considerado o pior já registrado nesse destino turístico do Oceano Índico, estão uma professora de biologia marinha, a filha dela e dois jovens pesquisadores ligados à Universidade de Gênova.
Investigação em andamento
As autoridades das Maldivas investigam diferentes hipóteses para o acidente, incluindo a possibilidade de o grupo ter mergulhado em uma profundidade muito maior do que a prevista. O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que os cinco turistas morreram durante uma expedição de mergulho no atol de Vaavu. “Os mergulhadores teriam morrido ao tentar explorar cavernas a cerca de 50 metros de profundidade. A investigação ainda está em andamento pelas autoridades das Maldivas”, afirmou o governo italiano. O ministério acrescentou que acompanha o caso desde a primeira notificação e mantém contato com os familiares para prestar assistência consular.
Detalhes do acidente
Segundo a imprensa local, os cinco turistas estavam a bordo do barco de mergulho Duke of York e entraram na água na manhã de quinta-feira, próximo à região de Alimathaa. O desaparecimento foi comunicado pela tripulação após o grupo não retornar à superfície até as 13h45 no horário local. As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, de 51 anos, professora da Universidade de Gênova e ecologista marinha; sua filha, Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; o biólogo marinho Federico Gualtieri; e Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho natural de Pádua e gerente de operações da empresa Albatros Top Boat.



