O porto de Rodrigues Alves, no interior do Acre, foi reaberto nesta quarta-feira (13) após obras de reparo realizadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre). A travessia de balsa entre o município e Cruzeiro do Sul foi retomada, normalizando o principal acesso dos moradores da região.
Reabertura antecipada
O Deracre comunicou a conclusão da obra no início da noite de quarta-feira, dois dias antes do prazo previsto, que era até sexta-feira (15). O porto estava interditado desde segunda-feira (11) devido a um deslizamento de terra às margens do Rio Juruá, que comprometeu a rampa de acesso.
Impacto na população
Com a interdição, os moradores que precisavam se deslocar entre as cidades tiveram que utilizar a Rodovia AC-407, um trajeto mais longo. Agora, com a normalização do fluxo, as equipes do Deracre continuam monitorando o local para garantir a segurança.
“As equipes trabalharam de forma emergencial na construção do novo acesso provisório, garantindo a retomada da operação com segurança para a população”, informou o departamento em nota.
Transtornos anteriores
No sábado, um poste caiu dentro do Rio Juruá durante o deslizamento, sem causar feridos ou mortes. Segundo o governo, a forte vazante do rio intensificou o processo de erosão e desbarrancamento da margem, colocando em risco veículos, motocicletas, pedestres e trabalhadores da travessia.
A interdição foi decidida em conjunto com o Deracre, a Prefeitura de Rodrigues Alves, Polícia Militar do Acre, Defesa Civil Municipal, Detran e Energisa, como medida preventiva para evitar acidentes.
Alerta de moradores
Imagens mostraram a estrutura do poste caído, gerando preocupação. “Isso aqui está um perigo, essa rede em alta tensão. Esse poste já virou muito. Se cair aqui, com a quantidade de pessoas, vai matar gente”, alertou um morador.
O coordenador da Defesa Civil de Rodrigues Alves, José Adgarbe, explicou que as rachaduras por erosão são um movimento natural do manancial, agravado pela vazante do Rio Juruá. “O leito do rio muda seu trajeto naturalmente toda vez que o rio enche. Na vazante, há desbarrancamento, mas está tudo no controle, já vem acontecendo diariamente em pequena proporção”, afirmou.



