Uma greve de grandes proporções está prestes a começar na Samsung Electronics, na Coreia do Sul. De acordo com informações divulgadas no site do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Samsung Electronics, exatamente 48.327 trabalhadores aderiram ao movimento, que terá início na próxima quinta-feira, 21 de maio de 2026, e se estenderá até 7 de junho de 2026.
Reivindicações dos trabalhadores
O sindicato apresentou duas principais exigências: a eliminação do teto para os bônus, atualmente fixado em 50% do salário anual, e a destinação de 15% do lucro operacional da empresa para gratificações. Essas demandas refletem o descontentamento dos funcionários com a política de remuneração variável da gigante sul-coreana.
Resposta da empresa
A direção da Samsung afirmou que as negociações iniciais fracassaram. Em comunicado, a empresa declarou que “ceder às exigências excessivas do sindicato colocaria em risco os princípios fundamentais da gestão da empresa”. A postura firme da companhia indica que não há disposição para atender às reivindicações sem uma longa negociação.
Impacto econômico e governamental
O governo sul-coreano demonstra preocupação com os possíveis efeitos de uma greve prolongada. Os chips semicondutores representam quase 35% das exportações do país, e a Samsung é a maior fabricante mundial de chips de memória. Uma paralisação prolongada pode causar perturbações significativas na indústria de circuitos integrados, setor vital para a economia nacional.
O Ministério do Trabalho da Coreia do Sul tentou mediar as negociações entre o sindicato e a empresa, mas não obteve sucesso. A falta de acordo aumenta o temor de que a greve afete a produção e as exportações de chips.
Contexto histórico
Em 2024, a Samsung já havia enfrentado uma greve, que contou com a adesão de quase 6.000 trabalhadores. O movimento atual, com mais de 48 mil participantes, é consideravelmente maior e pode ter consequências mais amplas para a economia sul-coreana e o mercado global de tecnologia.



