Mulher de 40 anos dá à luz trigêmeos naturalmente no DF após 22 anos
Mulher de 40 anos tem trigêmeos naturalmente no DF

Uma moradora de Planaltina, no Distrito Federal, realizou um parto histórico ao dar à luz trigêmeos concebidos de forma natural. Leidiane Nogueira Paiva, de 40 anos, é a mãe de Laura, Lara e Lorenzo, que nasceram no Hospital Universitário de Brasília (HUB) nesta quinta-feira (14), com 33 semanas de gestação. O parto também foi normal, um evento raro para mães acima de 40 anos com gestação múltipla.

Detalhes do nascimento

Os bebês estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal para ganhar peso, mas passam bem. De acordo com o HUB, a gestação era considerada de alto risco e o parto precisou ser antecipado após a mãe apresentar um pico de pressão arterial e entrar em trabalho de parto espontaneamente. Dados do Painel de Nascidos Vivos indicam que o Distrito Federal não registrava um caso com essas características desde março de 2003: mãe com mais de 40 anos, gravidez de trigêmeos e parto normal. Em todo o Brasil, apenas quatro nascimentos com esse perfil foram registrados em 2025.

Descoberta da gravidez

Antes da gestação avançar, Leidiane e sua família acreditavam que ela esperava apenas um bebê. No entanto, durante o pré-natal, exames revelaram primeiro a presença de duas crianças e, posteriormente, a terceira. A ginecologista obstetra Silândia Amaral da Silva Freitas, que acompanhou o caso, explicou que a gravidez ocorreu sem fertilização ou qualquer tratamento para engravidar. “Ela ovulou dois óvulos, engravidou dos dois óvulos e um deles se dividiu, dando para nós um par de gêmeos que chamamos de monocoriônicos, gêmeos idênticos, e um outro bebê não idêntico, que tem a sua própria placenta”, afirmou a médica. Ela acrescentou que casos assim são extremamente raros, ocorrendo uma vez a cada 20 a 27 mil gestações, segundo a literatura médica.

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Gestacão de alto risco

De acordo com o Ministério da Saúde, toda gestação gemelar é considerada de alto risco. As complicações mais frequentes incluem hipertensão, diabetes gestacional, anemia, prematuridade e baixo peso dos bebês. No caso de Leidiane, além da gravidez trigemelar, ela já apresentava hipertensão, diabetes e hipertireoidismo. Duas das crianças compartilhavam a mesma placenta, o que aumentava os riscos durante a gestação. “Em uma gravidez trigemelar, esse limite de distensibilidade é atingido muito mais cedo. E isso leva a paciente a ter um parto prematuro também”, explicou a médica. O parto estava previsto para a 34ª semana, mas os bebês nasceram com 33 semanas. Laura nasceu no dia 13 de maio, enquanto Lara e Lorenzo nasceram no dia 14, cerca de duas horas depois.

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