A greve dos rodoviários de Salvador, iniciada nesta sexta-feira (22), causou transtornos para milhares de passageiros. A Secretaria de Mobilidade (Semob) informou que os motoristas descumpriram a decisão judicial que determinava a circulação de 60% da frota nos horários de pico. Até as 6h30, nenhum ônibus havia saído das garagens, resultando em pontos lotados e grande procura por transportes alternativos, como metrô, carros e motos por aplicativo e vans.
Decisão judicial e multa
Na quinta-feira (21), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-BA) determinou que a greve deveria respeitar o funcionamento de pelo menos 60% da frota nos horários de pico (4h30 às 8h30 e 17h às 20h) e 40% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o sindicato da categoria está sujeito a uma multa diária de R$ 50 mil.
Medidas da prefeitura
A Semob anunciou a implementação de 180 ônibus do Sistema de Transporte Complementar (STEC), conhecidos como amarelinhos, para atender os passageiros durante a greve. A prefeitura também entrou com pedido judicial para garantir a manutenção da frota mínima.
Assembleia e negociações
Uma nova assembleia foi agendada pela categoria na sede do sindicato para discutir a proposta na manhã desta sexta. Em seguida, ocorrerá uma reunião no TRT-BA com representantes do sindicato e das empresas de ônibus. Os rodoviários reivindicam um ganho real de 5% sobre a inflação atual de 4,18%, o que resultaria em um salário de R$ 1.093,89 para quem ganha R$ 1.000. Já os empresários oferecem um ganho real de 2,36% sobre a inflação de 4,11%, totalizando R$ 1.065,65.



