Socorristas do Samu sobem rua a pé para atender paciente em Várzea Grande
Socorristas do Samu sobem rua a pé em Várzea Grande

Um vídeo registrado por uma moradora mostra o momento em que socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) sobem, a pé, uma rua sem asfalto e sem iluminação para atender uma paciente, no Bairro Mapim, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. As imagens, capturadas nesta semana, evidenciam as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde, que não conseguiram entrar com a ambulância pela Rua Aroeira, onde está localizada a casa da paciente Elizabete Conceição da Silva, de 62 anos, devido às péssimas condições da via.

Condições precárias da via

A rua, que não possui asfalto nem iluminação pública, apresenta buracos e lama, impossibilitando o tráfego de veículos. A Secretaria Municipal de Viação e Obras informou, por meio de nota, que realizará uma visita técnica para avaliar as condições da via e identificar as medidas necessárias para minimizar os impactos aos moradores. Após essa análise, serão definidos os encaminhamentos cabíveis, conforme o planejamento da secretaria e a disponibilidade orçamentária do município.

Relato da família

Andreza Isabel Gomes Barbosa, sobrinha da paciente, contou à TV Centro América que a tia começou a passar mal no início da noite. Os socorristas chegaram cerca de 10 minutos após serem acionados, mas precisaram percorrer um longo trajeto a pé. "Minha tia começou a passar mal à noite e a gente chamou o Samu. Eles pararam lá em cima porque não tem condição mesmo de estar descendo nessa rua, mas eles desceram a pé e conseguiram dar o primeiro socorro para minha tia", relatou.

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Elizabete e sua família residem no bairro há décadas. Segundo ela, a rua sempre esteve nas mesmas condições. "36 anos que eu moro aqui e sempre foi assim, daqui pra pior. De primeiro ainda passava carro, mas cada dia tá piorando. Eu só saio daqui para trabalhar; não tem nem luz ali em cima. O que nós pedimos é socorro mesmo, porque, daqui a pouco, não tem nem como andar mais de pé. Eu vou ali na igreja e eu tenho medo de cair porque eu já estou com 62 anos e ali escorrega", desabafou.

Medidas improvisadas

Diante da falta de reparo nas estradas, os moradores colocaram madeira e tijolos nos pontos de lama para facilitar a passagem. A situação crítica da via tem gerado preocupação entre os residentes, que temem por emergências futuras.

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