Um motorista por aplicativo de 22 anos foi baleado por policiais militares após ser confundido com criminosos durante uma perseguição em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A vítima, Carlos Júnior, estava em um grupo de motoristas que tentava localizar o veículo de um colega, que havia sido roubado horas antes. Ele foi atingido no ombro e está internado no Hospital da Restauração, na área central da cidade.
Confusão durante perseguição
Segundo Carlos Júnior, o carro roubado era idêntico ao que ele dirigia. O grupo de busca, chamado “Falcões Elétricos”, é formado por motoristas de carros elétricos que atuam no Grande Recife. O roubo ocorreu na noite de sexta-feira (15), no bairro dos Torrões, na Zona Oeste do Recife, e a perseguição se estendeu até Boa Viagem, onde o motorista foi baleado e os criminosos bateram o veículo roubado.
Em entrevista, o jovem contou que soube do assalto pelo Instagram e que o veículo roubado possuía rastreador. Cerca de 40 veículos elétricos participaram da perseguição. No entanto, Carlos Júnior se perdeu do grupo e foi alvo dos disparos policiais. “Peguei o caminho errado. Estava todo mundo indo para um lado e eu fui para o outro. Fui encostando e só escutei os tiros. Não teve ordem de parada, sinal sonoro, nada”, relatou.
Socorro prestado por colegas
Carlos Júnior afirmou que não recebeu apoio dos policiais após ser baleado. “O pessoal do grupo mandou os policiais pararem de atirar. Eles mandaram eu descer do carro e, assim que desci, não prestaram socorro. Apenas viram que erraram, entraram no carro e foram embora. Fui socorrido pelos colegas, que me colocaram no meu carro. Uma ambulância passava e conseguiram pará-la”, disse.
Posicionamento das autoridades
A Polícia Militar confirmou que houve disparos de arma de fogo e que, mesmo assim, o veículo roubado seguiu em fuga. Durante a fuga, os criminosos atropelaram um pedestre e subiram o calçadão da orla da Praia de Boa Viagem. Eles foram interceptados pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), mas abandonaram o carro e fugiram a pé.
A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que a Polícia Civil investiga a ocorrência de “lesão corporal decorrente de intervenção policial”. A Corregedoria Geral instaurou um procedimento preliminar para acompanhar as investigações e verificar as informações, além de coletar subsídios para análise de eventual repercussão administrativa.



