Um homem viveu uma situação chocante ao participar da exumação do corpo da própria mãe no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no dia 15 de maio. Em vez dos restos mortais de sua mãe, ele se deparou com o cadáver de um homem desconhecido. A família de Vera Lúcia Ribeiro da Silva, de 68 anos, denuncia o desaparecimento do corpo e exige respostas.
O caso
Alexandre Ribeiro Silva, de 54 anos, filho de Vera Lúcia, contou que foi ao cemitério para transferir os restos mortais da mãe para um jazigo familiar em outro local. Ele já havia ido ao cemitério em março de 2025, mas foi informado de que o corpo ainda não estava completamente decomposto, impossibilitando a retirada naquele momento. Ao retornar, após quatro anos da morte de Vera Lúcia, a surpresa foi devastadora.
“Quando retiraram o caixão e o abriram, me deparei com os restos mortais de outra pessoa. Na verdade, era um homem”, afirmou Alexandre. Segundo ele, funcionários da administração do cemitério verificaram os registros e confirmaram que o túmulo correspondia ao local onde Vera Lúcia havia sido sepultada. No entanto, não souberam explicar como outro corpo passou a ocupar o espaço.
Investigação e providências
Alexandre registrou ocorrência na 72ª DP (São Gonçalo) e acionou seu advogado. “Quero saber onde está o corpo da minha mãe”, desabafou. A Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar o ocorrido. Já a Prefeitura de São Gonçalo afirmou que a administração do cemitério está em contato com a família para esclarecer os fatos e se colocou à disposição das autoridades. Além disso, foram adotadas medidas para evitar novos casos, incluindo a substituição da administração do cemitério e a modernização do sistema de controle de sepultamentos.
A família aguarda respostas e espera que o corpo de Vera Lúcia seja encontrado. O caso levanta questionamentos sobre a gestão de cemitérios e a segurança dos sepultamentos.



