Blindagem do Centrão falha e governo entra em alerta máximo: o temor de uma vingança política
PEC da Blindagem falha e governo teme vingança do Centrão

O clima em Brasília? Tenso. Muito tenso. Depois da queda-de-braço no Congresso que resultou na rejeição da famosa – e polêmica – PEC da Blindagem, o Palácio do Planalto praticamente entrou em estado de sítio. A derrota não foi apenas um mero revés parlamentar; foi um terremoto político, e os tremores secundários estão assustando todo mundo ali no poder.

O núcleo duro do governo não disfarça a apreensão. A sensação geral é que pisaram no calo do Centrão, aquele bloco de partidos que todo mundo sabe ser essencial para governar, mas impossível de agradar o tempo todo. E agora, meu amigo, o medo de uma vingança em forma de obstrução e retaliação paira no ar, mais pesado que o calor do cerrado.

O que exatamente deu errado?

Bom, a ideia era proteger o mandato de alguns aliados chave com foro privilegiado, impedindo que processos contra eles fossem para a primeira instância. Um escudo jurídico, digamos assim. Mas a proposta, que precisava de 308 votos, simplesmente não colou. Ficou pelo caminho, rejeitada de forma categórica. E o Centrão, que botou a cara a tapa para defendê-la, saiu com a impressão clara de que o governo não fez a lição de casa, não articulou direito e os deixou na mão. Frustração é pouco. Estão é com raiva.

E aí é que mora o perigo. Num lugar onde a política é feita de trocas – eu te apoio aqui, você me ajuda ali –, quebrar essa corrente pode ser catastrófico. Os líderes do bloco já deixaram claro, entre linhas e fora delas, que a conta vai chegar. O governo, por sua vez, está se contorcendo todo para tentar consertar a relação, mas o estrago pode ser grande demais.

E os protagonistas dessa novela?

Arthur Lira, presidente da Câmara, não esconde o descontentamento. Dizem que ele esperava um empenho muito maior do Planalto. Do outro lado, Rodrigo Pacheco, no Senado, também não está nada satisfeito. Sem o apoio esperado da base governista, a PEC naufragou antes mesmo de chegar a votação mais disputada.

O resultado? Um governo que agora precisa correr atrás do prejuízo. O temor é real: o Centrão pode simplesmente travar pautas importantes, dificultar a vida do Executivo e cobrar um preço muito mais alto nas próximas negociações. É o jogo político em sua forma mais pura e, às vezes, mais cruel.

Enquanto isso, nos corredores do poder, o assunto é um só: como evitar que essa crise política vire um tsunami capaz de afundar projetos cruciais para os próximos meses. A pergunta que fica no ar, ecoando entre os gabinetes, é simples e direta: o governo conseguirá reverter esse clima de desconfiança antes que seja tarde demais?

Só o tempo – e as próximas votações – dirão.