Funcionários de IA do Google querem sindicalização por medo de uso militar
Funcionários de IA do Google buscam sindicalização

Funcionários da DeepMind, laboratório de inteligência artificial do Google sediado em Londres, solicitaram nesta terça-feira, 5, que a diretoria reconheça oficialmente dois sindicatos. O motivo é o receio do possível emprego militar de sua tecnologia. O debate sobre o uso da IA para fins bélicos se intensificou recentemente entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e um de seus fornecedores, a Anthropic.

Acordos com o Pentágono geram preocupação

O Google está entre as sete empresas de IA que firmaram acordos com o Pentágono para operações confidenciais, inclusive em campos de batalha. A Communication Workers Union (CWU), uma das organizações sindicais que busca reconhecimento, afirmou: “Os funcionários do Google estão preocupados com o uso que será dado a esta tecnologia, dado que este acordo poderia, segundo algumas informações, abrir caminho para armas autônomas e uma vigilância em massa dos americanos”. A outra entidade é a Unite the Union.

Reivindicações dos trabalhadores

Os trabalhadores desejam que a DeepMind se torne “o primeiro laboratório de IA de ponta do mundo” com representação sindical reconhecida. Eles querem se opor “ao uso de suas tecnologias por Israel e pelo Exército americano”, conforme a CWU. Também exigem que não sejam desenvolvidas “armas ou ferramentas de vigilância baseadas em IA, a criação de um órgão independente de supervisão ética, assim como o direito individual de se negar a contribuir para projetos por razões morais”.

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Em uma carta, os funcionários deram à direção um prazo de 10 dias para reconhecer os sindicatos. Caso não haja resposta, planejam iniciar “um procedimento jurídico formal”. A Agence France-Presse (AFP) entrou em contato com a DeepMind, mas não obteve retorno.

Antecedentes de mobilização interna

Em 2018, uma mobilização interna forçou o Google a abandonar a participação no projeto Maven do Pentágono, que utiliza IA para analisar imagens de drones. O episódio anterior demonstra a sensibilidade dos funcionários em relação ao uso militar de suas criações.

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