Um estudo do Barclays, um dos maiores bancos do Reino Unido, revela que a China poderá contar com aproximadamente 24 milhões de robôs humanoides até o ano de 2035. Esse número impressionante supera a população de países como o Chile, que possui cerca de 19 milhões de habitantes. A pesquisa indica que o governo chinês planeja utilizar essa vasta frota de máquinas para mitigar os efeitos da redução drástica de sua força de trabalho.
Compensação da força de trabalho
De acordo com o relatório, a quantidade de pessoas aptas para o trabalho na China pode diminuir em cerca de 37 milhões na próxima década, considerando as projeções demográficas atuais. Isso representa uma redução de aproximadamente 60% da força de trabalho do país. Essa tendência demográfica pressiona especialmente o setor industrial, que responde por um quarto da economia chinesa. A introdução massiva de robôs humanoides nas fábricas visa sustentar a produção industrial mesmo com o envelhecimento populacional.
Projeções otimistas
Em um cenário otimista, o Barclays projeta que a China terá 24 milhões de robôs humanoides instalados em suas fábricas até 2035. Esse número equivaleria a quase 4% da força de trabalho total do país. Para efeito de comparação, a quantidade de robôs disponíveis para uso industrial seria maior do que a população de Taiwan (23 milhões) e do Chile (19 milhões).
Estratégia tecnológica e demográfica
O crescimento chinês está fortemente ligado ao avanço tecnológico. O presidente Xi Jinping considera a robótica e a inteligência artificial como elementos centrais da estratégia econômica do país. Por isso, a China tem investido cada vez mais no desenvolvimento dessas tecnologias. Além disso, o estudo do banco aponta que, em 2025, o país registrou o menor número de nascimentos desde 1949. A quantidade de Pessoas em Idade para Trabalhar (PIT) também diminuiu 9% nos últimos dez anos, o equivalente a 54 milhões de habitantes.
Impactos futuros
O estudo revelou que a proporção de PITs para cada cidadão acima de 65 anos na China pode cair pela metade nos próximos 20 anos. Segundo os analistas da pesquisa, o cenário de redução de trabalhadores disponíveis, combinado com a demanda industrial inalterada, favorece a expansão da robótica no país. Essa tendência deve se acelerar, consolidando a China como líder global na adoção de robôs humanoides.



