Executivo da Amazon prevê fim dos celulares e apps com IA generativa
Amazon: IA generativa pode tornar celulares obsoletos

Um alto executivo da Amazon fez uma previsão ousada sobre o futuro da interação humana com a tecnologia. Segundo ele, a era dos smartphones e aplicativos como os conhecemos hoje está com os dias contados.

O fim da era das telas e do 'doom scrolling'

Panos Panay, responsável pela divisão de dispositivos e serviços da gigante do varejo online, acredita que as novas gerações estão prestes a adotar uma forma completamente diferente de consumir tecnologia. A mudança seria impulsionada pelo avanço contínuo das redes sociais e, principalmente, pela ascensão da inteligência artificial generativa.

"Há toda uma nova geração chegando que, acredito, em algum momento pode se cansar do 'doom scrolling'", observou Panay durante sua participação na conferência Fortune Brainstorm AI. O termo em inglês se refere ao hábito de rolar passivamente feeds de notícias ou redes sociais, muitas vezes consumindo conteúdo negativo. "Eles simplesmente vão passar a pensar de outra forma", completou.

Assistentes fluídos e dispositivos contextuais

Para o executivo, o futuro está em produtos que não exigem comandos diretos. A tecnologia ideal, na visão dele, será integrada de maneira tão fluida no cotidiano que se tornará quase invisível. "É preciso garantir que existam produtos nos bolsos deles, em seus corpos e em suas casas, que não fiquem esperando comandos… mas que se conectem de forma fluida", explicou Panay.

O conceito central é o de um assistente pessoal de inteligência artificial sempre presente e contextual. "Acho que você vai querer ter o seu assistente com você onde quer que vá", concluiu. Essa visão sinaliza uma transição de um modelo baseado em aplicativos isolados para um ecossistema de assistência contínua e proativa.

O dispositivo ideal ainda não existe

Embora otimista com o futuro, Panos Panay fez uma observação importante: o mercado ainda não viu o hardware perfeito para essa nova era da inteligência artificial generativa. Ele acredita que o dispositivo capaz de extrair o máximo potencial dessa tecnologia ainda está por ser inventado.

No entanto, deixou claro que a Amazon não está apenas observando essa tendência. De forma enigmática, mas reveladora, afirmou que "a Amazon tem um laboratório cheio de ideias". A declaração sugere que a empresa já trabalha ativamente no desenvolvimento de conceitos e protótipos que possam definir a próxima geração de interação homem-máquina.

A conferência Fortune Brainstorm AI, onde as declarações foram feitas, ocorreu no início de dezembro em San Francisco, nos Estados Unidos. As previsões de Panay se alinham a um movimento mais amplo na indústria de tecnologia, que busca formas mais naturais e menos intrusivas de integrar a computação à vida diária, potencialmente marcando o declínio do modelo dominante centrado na tela do smartphone.