NASA revela imagens inéditas do lado oculto da Lua capturadas pela missão Artemis II
NASA mostra lado oculto da Lua em imagens da Artemis II

Imagens históricas revelam segredos do lado oculto da Lua

A Agência Espacial Americana (NASA) divulgou nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, fotografias extraordinárias da Lua capturadas pela tripulação da missão Artemis II a partir da cápsula Orion. As imagens incluem registros inéditos do hemisfério lunar que nunca é visível da Terra, oferecendo uma perspectiva completamente nova sobre nosso satélite natural.

Detalhes das imagens lunares

As fotografias mostram claramente a divisão entre os dois lados da Lua. À direita, aparece o lado visível com suas características manchas escuras formadas por antigos fluxos de lava vulcânica. À esquerda, surge o lado oculto, com terreno significativamente mais claro e intensamente craterado devido à ausência de mares lunares.

Um dos destaques mais impressionantes é a Bacia de Orientale, uma cratera colossal com quase mil quilômetros de diâmetro que se situa exatamente na fronteira entre os dois hemisférios lunares. Pela primeira vez na história, esta estrutura geológica aparece inteiramente visível aos olhos humanos, já que da Terra apenas suas bordas podem ser observadas.

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"A Lua que estamos vendo não é a Lua que você vê da Terra de jeito nenhum", declarou a astronauta Christina Koch durante transmissão ao vivo da missão, destacando a singularidade da perspectiva obtida.

Recordes históricos da missão

Mais cedo nesta segunda-feira, os quatro astronautas da Artemis II alcançaram um marco histórico ao estabelecer a maior distância já registrada entre humanos e a Terra: impressionantes 400.171 quilômetros. Este feito supera o recorde mantido pela tripulação da Apollo 13 desde 1970, demonstrando os avanços tecnológicos das últimas décadas.

A viagem espacial continua com expectativa de alcançar o ponto máximo de afastamento às 20h07 (horário de Brasília), quando a cápsula deverá estar aproximadamente a 407.000 quilômetros do nosso planeta. Este marco ocorre enquanto a Orion completa seu quinto dia de voo, já dentro da esfera de influência gravitacional da Lua.

A tripulação e objetivos da missão

A bordo da cápsula Orion estão os astronautas americanos Reid Wiseman (comandante), Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. Esta representa a primeira missão tripulada a deixar a órbita terrestre desde o programa Apollo, marcando um retorno histórico às explorações lunares.

A Artemis II é o primeiro voo tripulado do programa homônimo da NASA, que tem objetivos ambiciosos:

  • Retornar astronautas à superfície lunar até 2028
  • Estabelecer presença americana permanente na Lua na próxima década
  • Criar uma base lunar como campo de testes para futuras missões a Marte

O voo atual, contudo, não prevê pouso lunar. A Orion está realizando um sobrevoo em trajetória em forma de oito, coletando dados científicos cruciais antes de retornar à Terra.

Próximos marcos e cronograma

Nas próximas horas, a missão enfrentará momentos críticos:

  1. 19h44: Perda temporária de sinal ao passar atrás da Lua (lado oculto)
  2. 20h07: Ponto mais próximo da superfície lunar e maior distância da Terra
  3. 20h25: Retomada da comunicação após emergir do lado oculto
  4. Noite de segunda: Observações científicas e envio inicial de imagens

O retorno está programado para 7 de abril, com reentrada atmosférica e pouso no Oceano Pacífico previstos para 10 de abril. Durante a reentrada, o escudo térmico da cápsula enfrentará temperaturas extremas antes que paraquedas desacelerem a descida para amerissagem controlada.

Momentos emocionantes a bordo

O dia começou de forma especial para a tripulação, que ao acordar ouviu uma mensagem gravada por Jim Lovell, lendário astronauta das missões Apollo 8 e Apollo 13 que faleceu no ano passado aos 97 anos. "Bem-vindos à minha antiga vizinhança", disse Lovell na gravação histórica.

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Durante observações lunares, o astronauta Jeremy Hansen solicitou à equipe de controle em Houston que nomeasse duas crateras visíveis da nave. Uma recebeu o nome de Carroll, esposa do comandante Wiseman falecida em 2020, enquanto a outra foi batizada de "Integrity" em referência à própria cápsula Orion.

Estas imagens e conquistas representam um marco significativo na exploração espacial, abrindo novas perspectivas para o entendimento da Lua e preparando o caminho para futuras missões tripuladas além da órbita terrestre.