Missão Artemis II: Tudo sobre o histórico sobrevoo lunar após 50 anos
Missão Artemis II: Sobrevo lunar histórico após 50 anos

Missão Artemis II: Tudo sobre o histórico sobrevoo lunar após 50 anos

Uma equipe de astronautas orbitará a Lua nesta segunda-feira, 6, pela primeira vez em mais de 50 anos, marcando o ponto alto da missão Artemis II da NASA. Este evento espacial de grande magnitude promete reviver a emoção das explorações lunares do passado, com avanços tecnológicos e diversidade na tripulação. Eis o que se sabe até agora sobre este momento histórico.

Transmissão ao vivo e detalhes do sobrevoo

O sobrevoo terá duração aproximada de sete horas, começando às 15h45, no horário de Brasília, e terminando por volta das 22h20, também no horário brasileiro. A NASA transmitirá ao vivo em seu site, assim como no YouTube, Amazon e Netflix, com comentários dos astronautas a bordo da nave espacial e de especialistas do Centro de Controle da Missão em Houston, Texas. Devido à distância, a NASA alertou que a qualidade da transmissão ao vivo poderá ser comprometida em alguns momentos, mas a experiência será única para os espectadores.

Silêncio absoluto e marcos históricos

Haverá um período de cerca de 40 minutos durante o qual a comunicação com a Artemis II será perdida, enquanto os astronautas sobrevoam o lado oculto da Lua. “Será emocionante, de uma forma um tanto assustadora”, disse Derek Buzasi, professor de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Chicago, à AFP. Pela primeira vez, uma mulher, Christina Koch; um homem negro, Victor Glover; e um não americano, o canadense Jeremy Hansen, alcançarão a Lua. Até agora, apenas os astronautas das missões Apolo haviam alcançado o satélite, entre 1968 e 1972.

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Pouco depois de iniciarem seu sobrevoo, a tripulação da Artemis II também estará à maior distância da Terra já alcançada por um ser humano: 406.772 quilômetros. Sendo assim, eles superarão em 6.600 quilômetros o recorde da Apolo 13, estabelecendo um novo marco na exploração espacial.

Trajetória e visão da Lua

As missões Apollo sobrevoaram a superfície lunar a cerca de 110 quilômetros de distância, mas a tripulação da Artemis II chegará a 6.500 quilômetros em seu ponto mais próximo. A espaçonave seguirá uma trajetória cuidadosamente planejada para dar a volta na Lua sem entrar em sua órbita. Essa distância permitirá que os astronautas vejam toda a superfície lunar, incluindo regiões próximas aos seus dois polos. Eles verão o satélite “mais ou menos do tamanho de uma bola de basquete vista com o braço estendido”, explicou à AFP Noah Petro, diretor do Laboratório de Geologia Planetária da NASA.

Exploração do lado oculto e fenômenos raros

A missão de sobrevoo passará pelo lado oculto da Lua. Os astronautas da Apollo também o sobrevoaram, mas estavam muito perto para vê-lo por completo. A tripulação atual poderá observar regiões que até agora só foram capturadas por dispositivos robóticos de imagem. Os astronautas treinaram durante anos para observar e descrever as formações geológicas da Lua com a maior precisão possível. Com essas informações, os cientistas da NASA esperam descobrir novos detalhes sobre a composição e a história da Lua.

Perto do fim do sobrevoo, os astronautas presenciarão um fenômeno raro: um eclipse solar. Por cerca de 53 minutos, a espaçonave estará perfeitamente alinhada com a Lua e o Sol, o que fará com que a estrela desapareça de vista. Eles terão então a oportunidade de estudar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, que se tornará visível como uma espécie de halo luminoso. Também estarão atentos a possíveis flashes de luz causados por meteoritos que impactem a superfície lunar.

O “nascer da Terra” e legado histórico

Em determinado momento, os astronautas poderão ver a Terra desaparecer e reaparecer atrás da Lua. Sua posição lhes permitiria recriar o famoso “Nascer da Terra” (“Earthrise”, em inglês), fotografado pela missão Apolo 8 em 1968. O astronauta William Anders, em sua foto icônica, capturou o azul brilhante da Terra contra a vasta escuridão do espaço, com a superfície monocromática e repleta de crateras da Lua em primeiro plano. Este momento simbólico reforça a importância da exploração espacial para a humanidade.

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