WhatsApp confirma exibição de anúncios a partir de 2026 e revela detalhes sobre assinatura premium
O WhatsApp confirmou oficialmente que passará a exibir anúncios publicitários a partir do ano de 2026, uma mudança que tem gerado expectativa e debate entre os usuários. Agora, novos detalhes sobre o funcionamento dessa implementação começaram a surgir, trazendo esclarecimentos sobre como a publicidade será integrada ao aplicativo.
Detalhes sobre os anúncios e opção de assinatura
As informações foram reveladas pelo site especializado WABetaInfo, com base na versão beta mais recente do WhatsApp para Android. Segundo a publicação, os anúncios serão exibidos exclusivamente nas abas de Status e Canais, garantindo que não haja interferência nas conversas privadas dos usuários. Para aqueles que desejam evitar a publicidade, o WhatsApp oferecerá uma assinatura mensal que remove os anúncios dessas áreas específicas do aplicativo.
De acordo com imagens divulgadas pelo WABetaInfo, essa assinatura deverá custar aproximadamente 4 euros por mês e será oferecida inicialmente apenas em países da União Europeia e no Reino Unido. O site ressalta, no entanto, que o valor ainda não é definitivo e pode variar conforme o território, sendo confirmado apenas com o anúncio oficial do WhatsApp.
Segurança e privacidade dos dados
A exibição de anúncios no WhatsApp não utilizará informações de mensagens, chamadas de voz ou vídeo, nem interações em grupos. A segmentação da publicidade será baseada apenas em dados como:
- Idioma do usuário
- Localização geográfica
- Interações feitas especificamente nas abas de Status e Canais
Essa abordagem visa preservar a privacidade dos usuários, alinhando-se com as políticas de segurança do aplicativo.
Polêmica sobre segurança e criptografia
O anúncio sobre publicidade ocorre em meio a uma polêmica envolvendo a segurança do WhatsApp. Recentemente, o aplicativo foi alvo de acusações de que conseguiria contornar a criptografia de ponta a ponta para acessar mensagens de usuários. A discussão ganhou força após Elon Musk afirmar, em uma publicação na rede social X, que "o WhatsApp não é seguro".
Em resposta, Will Cathcart, responsável pelo WhatsApp na Meta, se manifestou publicamente, negando as alegações. "Isto é totalmente falso. O WhatsApp não consegue ler as mensagens porque as chaves de criptografia ficam armazenadas no seu telefone, e nós não temos acesso a elas", afirmou Cathcart. Ele destacou que a ação judicial que originou as acusações não tem fundamento e foi movida pelo mesmo escritório que já defendeu a empresa israelense NSO Group, responsável pelo software espião Pegasus.
Cathcart também rebateu comparações feitas por Musk entre o WhatsApp, o Signal e o X Chat, com uma Nota da Comunidade na publicação do empresário destacando que o X Chat não oferece sigilo de encaminhamento, enquanto aplicativos como o Signal utilizam chaves exclusivas por dispositivo e coletam menos metadados.
Críticas de outros líderes do setor
Quem também aproveitou o debate para criticar o WhatsApp foi Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram. Em uma postagem no X, ele afirmou não confiar na segurança do aplicativo da Meta e disse que sua equipe identificou múltiplos vetores de ataque na implementação da criptografia do WhatsApp.
Os autores da acusação tentam transformar o processo em uma ação coletiva envolvendo mais de dois bilhões de usuários da plataforma. A Meta, por sua vez, afirmou que irá reagir judicialmente às alegações, classificando-as como "categoricamente falsas e absurdas". Em comunicado oficial, a empresa reiterou que o WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta há mais de dez anos, baseada no protocolo do Signal, e que não tem acesso ao conteúdo das mensagens trocadas pelos usuários.
Planos de assinatura em outras plataformas da Meta
A empresa confirmou que estuda lançar planos de assinatura com recursos exclusivos não apenas no WhatsApp, mas também no Facebook e no Instagram. A proposta é oferecer uma experiência premium aos usuários, enquanto a Meta enfrenta acusações judiciais nos Estados Unidos sobre suposto acesso a mensagens do WhatsApp, algo que a companhia nega veementemente.
Essas mudanças refletem uma estratégia mais ampla da Meta para diversificar suas fontes de receita, mantendo o foco na segurança e na privacidade dos dados dos usuários, embora sob escrutínio contínuo de críticos e concorrentes no mercado de mensagens instantâneas.