Meta testa plano pago no Instagram com visualização anônima de Stories
Meta testa plano pago no Instagram com funções premium

Meta inicia testes de plano premium no Instagram com funções exclusivas

A Meta, empresa controladora do Instagram e do Facebook, está realizando testes de um plano pago no aplicativo de fotos e vídeos que oferece funcionalidades premium aos usuários. Entre as novidades mais destacadas está a possibilidade de visualizar os Stories de forma completamente anônima, sem que o criador do conteúdo saiba quem assistiu.

Testes em três países e valor mensal

Segundo informações do site especializado TechCrunch, os testes estão sendo conduzidos atualmente em três mercados específicos: Japão, México e Filipinas. O valor cobrado pelo plano premium é de US$ 2 por mês, equivalente a aproximadamente R$ 10,50 na cotação atual. Esta iniciativa representa uma tentativa clara da empresa de criar uma nova fonte de receita para o aplicativo, que tradicionalmente depende da publicidade.

Benefícios exclusivos para assinantes

Os usuários que optarem pela versão paga do Instagram terão acesso a uma série de vantagens exclusivas, conforme detalhado pela agência de notícias Bloomberg. A lista de benefícios inclui:

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  • Visualização privada e anônima de Stories, que normalmente desaparecem após 24 horas
  • Maior controle sobre quais contas podem ver as fotos e vídeos compartilhados nos Stories
  • Criação de listas de audiência ilimitadas para organizar seguidores
  • Extensão da duração de um Story por mais 24 horas além do período padrão

Contexto de planos pagos nas redes sociais

Esta não é a primeira vez que a Meta explora modelos de assinatura em suas plataformas. No ano passado, a empresa lançou versões pagas sem anúncios do Facebook e do Instagram no Reino Unido, principalmente para cumprir com a legislação local de proteção de dados. Naquela ocasião, os valores variavam conforme a plataforma:

  1. Versão web: 2,99 libras esterlinas por mês (aproximadamente R$ 21,50)
  2. Versão para Android e iOS: 3,99 libras esterlinas por mês (cerca de R$ 28,70)

A empresa justificou o preço mais alto nas versões móveis devido às taxas aplicadas pelo Google e Apple em suas plataformas de pagamento.

Tendência do mercado e concorrência

Outras plataformas de redes sociais já adotaram modelos similares há alguns anos. O Snapchat, por exemplo, oferece uma versão "premium" paga através do Snapchat+, enquanto o X (antigo Twitter) possui seu programa de assinatura X Premium. A Snap, empresa-mãe do Snapchat, revelou recentemente que conta com impressionantes 25 milhões de assinantes em seu plano premium e projeta alcançar a marca de US$ 1 bilhão em receita anual com este modelo.

Proteção de dados e justificativa regulatória

A Meta afirmou que a introdução das versões pagas sem anúncios no Reino Unido foi desenvolvida para cumprir as diretrizes do Escritório do Comissário da Informação (ICO), órgão regulador britânico de proteção de dados. A empresa elogiou a abordagem do ICO e garantiu que os usuários que assinarem a versão paga não terão seus dados utilizados para exibir publicidade personalizada.

"Continuamos acreditando em uma internet sustentada por anúncios, que garante acesso gratuito a produtos e serviços personalizados para todos", declarou a Meta em comunicado oficial. Os usuários que permanecerem na versão gratuita continuarão visualizando anúncios com base em sua atividade na plataforma.

Cenário para criadores de conteúdo

Vale destacar que os criadores de conteúdo no Instagram já possuem a possibilidade de cobrar de seus seguidores pelo acesso exclusivo ao seu material através de ferramentas como o Instagram Subscriptions. O novo plano premium testado pela Meta representa uma expansão deste conceito para funcionalidades da própria plataforma, não apenas para conteúdo específico de criadores.

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