Meta redefine estratégia do metaverso com foco em dispositivos móveis
A Meta, gigante tecnológica liderada por Mark Zuckerberg, anunciou uma mudança significativa em sua divisão Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento do metaverso. Após iniciar o ano com demissões nessa área, a empresa revelou que o Horizon Worlds, plataforma lançada em 2021, deixará de ser limitada à realidade virtual e aos dispositivos Meta Quest.
Transição para o ambiente mobile
Em vez disso, a Meta afirma que o Horizon Worlds passará a ser "quase exclusivamente mobile", permitindo que usuários acessem a plataforma por meio de celulares. Essa decisão visa reposicionar o produto para alcançar um público muito mais amplo, aproveitando a popularidade global dos smartphones.
Samantha Ryan, vice-presidente de conteúdo da Reality Labs, explicou em comunicado: "Estamos em uma posição forte para oferecer jogos sociais síncronos em larga escala, graças à nossa capacidade única de conectar esses jogos a bilhões de pessoas nas maiores redes sociais do mundo."
Estratégia focada em 2025
Ryan acrescentou que essa nova estratégia começará a se desenvolver em 2025 e agora é o principal foco da empresa. A mudança não chega a ser surpresa, considerando os investimentos massivos da Reality Labs.
Desde 2021, essa divisão já investiu quase US$ 80 bilhões no desenvolvimento de experiências de realidade virtual e óculos inteligentes, como os Meta Quest. Agora, a Meta busca gerar mais receita com produtos da Reality Labs, alinhando-os com tendências de mercado que priorizam acessibilidade e alcance.
Impacto no setor de tecnologia
Essa transição reflete um ajuste estratégico importante no competitivo setor de metaverso, onde empresas como a Meta enfrentam desafios para monetizar tecnologias emergentes. Ao focar em dispositivos móveis, a Meta espera:
- Ampliar significativamente sua base de usuários.
- Reduzir barreiras de entrada, como custos de hardware.
- Integrar melhor o Horizon Worlds com outras plataformas sociais da empresa.
Especialistas apontam que essa mudança pode influenciar outras empresas a repensarem suas abordagens no metaverso, priorizando soluções mais acessíveis e escaláveis.



