Combustível adulterado: descubra os sinais que seu carro dá e evite prejuízos no tanque
Como identificar gasolina e etanol adulterados: guia completo

Olha só que situação complicada: você enche o tanque pensando em economizar, mas na verdade está levando um produto que pode detonar seu motor. E o pior? Nem desconfia. A fraude nos combustíveis não é novidade, mas os métodos dos malandros ficam cada vez mais sofisticados.

Parece que toda semana surge um novo caso de gasolina ou etanol adulterados — e não são apenas postos de estrada, viu? Lugares aparentemente confiáveis também entram na jogada. O que me deixa pensando: como esses caras dormem à noite?

Seu carro está gritando por ajuda (e você nem ouve)

O primeiro sinal de alerta vem sempre do veículo. Não ignore esses avisos:

  • Redução brutal na autonomia — aquela que faz você visitar o posto duas vezes mais
  • Dificuldade na partida pela manhã, como se o carro estivesse de ressaca
  • Perda de potência nas subidas, dando aquela sensação de estar puxando um trailer
  • Marcha lenta instável, balançando feito barco em mar revolto

Já passei por isso uma vez, e digo: é frustrante. O carro fica cansado, sem vigor, e você fica se questionando se é impressão ou se realmente abasteceu com água açucarada.

O teste dos 5 segundos que salva seu motor

Existe um truque caseiro tão simples que chega a ser ridículo. Quer descobrir se levaram vantagem? Pegue uma garrafa pet transparente, coloque um pouco do combustível e deixe repousar por cinco minutos.

Se aparecer uma camada de água no fundo — bingo! Você caiu no conto do vigário. A gasolina legítima não se separa assim tão facilmente. É física pura, não tem como enganar.

E o etanol? Ah, esse é mais esperto...

O álcool adulterado é mais sorrateiro. Os picaretas costumam adicionar substâncias como metanol ou até mesmo água (sim, de novo!). O resultado? Corrosão acelerada do sistema de combustível e desempenho que vai pro ralo.

Dica de ouro: etanol de qualidade não deve ter cheiro forte de química ou aparência leitosa. Se estiver com cara de suspeito, provavelmente está.

Não confie apenas no seu olhômetro

Além dos testes visuais, fique de olho no comportamento do posto. Desconfie de preços muito abaixo da média regional — milagre econômico não existe, amigo. E observe se os funcionários ficam nervosos quando você pede nota fiscal detalhada.

Ah, e nunca abasteça em locais que insistem em usar mangueiras sem medidor visível. Isso é quase como comprar gato por lebre.

E agora, quem poderá me defender?

Caiu na armadilha? Não fique quieto. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) tem canais de denúncia, e o Procon adora multar estabelecimento que prega peças nos consumidores.

Documente tudo: foto da bomba, número do posto, horário do abastecimento e — principalmente — guarde a nota fiscal. Sem ela, você fica apenas na sua palavra contra a deles.

No final das contas, a vigilância é nossa maior arma. E digo mais: postos honestos agradecem quando denunciamos os malandros, porque eles também sofrem com a concorrência desleal.

Fica a dica: melhor prevenir do que ter que arcar com conserto de motor. Seu bolso — e seu carro — vão agradecer.