
Parece ficção científica, mas é a mais pura realidade: a China acaba de atingir uma marca que redefine completamente o jogo da mobilidade sustentável. São nada menos que 167 milhões de carregadores para veículos elétricos espalhados por seu território. Um número tão colossal que chega a ser difícil de visualizar.
Desse total astronômico, a esmagadora maioria – pasmem – são pontos de recarga particulares, instalados em residências e condomínios. Quase 15 milhões, no entanto, são estações públicas, abertas a todos. A diferença é abissal.
Um Crescimento que Dá Vertigem
Só nos últimos doze meses, o parque de carregadores do país cresceu num ritmo alucinante. Foram mais 7,3 milhões de unidades! Para colocar isso em perspectiva, é como se toda a população de uma grande metrópole brasileira decidisse instalar um carregador novo, todos, no mesmo ano. Simplesmente surreal.
E não para por aí. A Associação da Indústria de Carros Novos da China (CAAM) projetou que, até o final deste ano, o país vai cruzar a incrível barreira dos 10 milhões de veículos elétricos e híbridos plug-in em circulação. Uma frota gigantesca que já representa mais da metade de todos os carros zero quilômetro vendidos por lá. O futuro chegou, e ele é chinês.
O que Isso Significa para o Resto do Planeta?
Bom, enquanto muitos países ainda debatem políticas e tentam emplacar seus primeiros milhares de eletropostos, a China já resolveu o problema na prática. Eles não estão apenas participando da corrida – eles já estão escrevendo as regras do jogo.
Essa infraestrutura massiva é o que torna viável ter milhões de carros elétricos nas ruas. É a resposta para a tal 'ansiedade de autonomia' que ainda assombra os motoristas por aqui. E mostra, na prática, que a transição para uma economia de baixo carbono não é um sonho distante, mas uma realidade perfeitamente executável.
O resto do mundo precisa correr – e muito – se quiser chegar perto. O gap tecnológico e industrial é enorme. A lição que fica? Quem domina a infraestrutura, domina o futuro da mobilidade. E a China, sem sombra de dúvida, está no banco do motorista.