
Olha, comprar carro automático no Brasil sempre foi aquela mistura de alívio no trânsito e aperto no coração na hora da revisão. E não é que alguns modelos parecem mesmo ter saído de um pesadelo mecânico?
Pois é. A gente fez um mergulho fundo – conversou com mecânicos, donos arrependidos e até com uns experts de oficina – para listar aqueles que, francamente, é melhor deixar quieto. Não é medo, é precaução.
1. Ford Focus com Powershift
Ah, o Focus. Bonito, moderno, mas com uma fama que precede – e não é boa. O câmbio Powershift, especialmente das gerações entre 2010 e 2018, era praticamente uma loteria. Um dia tá suave, no outro… bem, já sabe. Trepidações, trancos e uma vontade inexplicável de visitar o mecânico toda semana.
E o pior? Quando quebra, o conserto sai fácil uns R$ 15 mil. Dá até calafrio.
2. Chevrolet Cruze com Automático 6T40
O Cruze até engana – é confortável, tem cara de carro sério. Só que o câmbio automático 6T40, principalmente até 2016, tinha uns defeitos crônicos de afogar óleo e superaquecer. Resultado? Borboletas de câmbio gastas, conversor com problema e – de novo – uma conta que beira o absurdo.
Muita gente compra sem saber e se arrepende amargamente depois. Não seja uma dessas pessoas.
3. Renault Duster com X-Tronic
A Duster é prá lá de popular, mas a versão automática com câmbio X-Tronic CVT… bem, é complicado. O sistema é eletrônico e sensível – qualquer alteração na programação vira uma bola de neve. Já ouviu falar em "borboleta eletrônica travada"? Pois é. Parece coisa de filme, mas acontece.
E não adianta achar que é só trocar óleo. Às vezes o problema é crônico e vem de fábrica.
4. Jeep Renegade com Automático Aisin
O Renegade até conquista pela aparência, mas a transmissão automática de algumas unidades (2015–2019) deixa muito a desejar. Retenções, trocas bruscas de marcha e um barulho que lembra algo prestes a quebrar. Sério.
E tem mais: achar peça pra esse câmbio não é fácil, e quando acha… prepare o cartão de crédito.
5. Peugeot 208 com AL4
Esse aqui é clássico. O câmbio AL4 da Peugeot é famoso – e não é pelo bom desempenho. Problemas de solenoide, válvulas entupidas e um histórico de reclamações que assusta qualquer um.
Alguns donos até se acostumam com os trancos, mas a verdade é que é uma bomba-relógio. E quando estoura, é estrondo.
E agora? Como não se dar mal?
Calma, não é pra desistir do automático. Longe disso. Mas é preciso ter jogo de cintura – e um bom mecânico de confiança – antes de fechar negócio.
Pesquise muito. Leia fóruns, pergunte em grupos, veja a procedência do carro e, principalmente, faça uma pré-inspeção detalhada. Não pule essa etapa. Sério.
No fim das contas, carro é igual relacionamento: tem que ter confiança. Se não tiver, melhor nem encostar.