RN confirma segundo caso de superfungo Candida auris em hospital militar de Natal
Segundo caso de superfungo Candida auris confirmado em hospital do RN

Segundo caso de superfungo Candida auris é confirmado em hospital militar do Rio Grande do Norte

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte confirmou, nesta quinta-feira (5), o segundo caso de paciente contaminado com o superfungo Candida auris no Hospital da Polícia Militar, localizado em Natal. O primeiro caso havia sido notificado em janeiro e confirmado oficialmente no mês de fevereiro, gerando alerta entre as autoridades sanitárias estaduais.

Paciente idosa com condições pré-existentes é a nova vítima

A nova pessoa contaminada é uma mulher idosa, de 72 anos, que possui diabetes, hipertensão arterial e é paciente renal crônica. Ela foi internada na unidade hospitalar para realizar uma procedimento de amputação, mas acabou desenvolvendo a infecção fúngica durante a permanência no ambiente médico.

O fungo Candida auris gera extrema preocupação entre os profissionais de saúde por apresentar resistência significativa aos medicamentos antifúngicos convencionais utilizados neste tipo de tratamento. Este microorganismo se instala principalmente em indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido, sendo os ambientes hospitalares locais propícios para sua disseminação.

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Secretário admite falha na manutenção da assepsia hospitalar

O titular da pasta da saúde, Alexandre Motta, reconheceu publicamente que houve uma "falha na manutenção da assepsia" e afirmou categoricamente que a contaminação ocorreu dentro do próprio hospital. Esta conclusão se baseia no fato de que a paciente estava internada desde dezembro, já havia passado por pelo menos três exames anteriores, e somente na última coleta foi constatada a presença do superfungo.

"Significa dizer que a contaminação real aconteceu intrahospitalar. Isso implica que nós precisamos tomar algumas medidas a mais. Primeiro, aumento de equipe, de técnicos de enfermagem, e, segundo, aumento de profissionais higienistas, para que isso possa ser debelado pelo menos nos próximos 60 dias", declarou o secretário durante coletiva de imprensa.

Primeiro caso foi de paciente colonizado que transmitiu o fungo

De acordo com as informações fornecidas por Alexandre Motta, o primeiro paciente deu entrada no hospital para tratar outra condição de saúde específica, mas já estava colonizado com o fungo Candida auris. Apesar de ter sido colocado em isolamento preventivo, houve uma contaminação cruzada - a Secretaria de Saúde Pública ainda não identificou o local exato onde ocorreu a transmissão.

"Tanto é que passou para outro paciente, que não deveria ter passado", afirmou o gestor, destacando a gravidade da situação epidemiológica.

Medidas de controle sem fechamento da unidade hospitalar

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte não considera, no momento, a possibilidade de fechamento total da unidade hospitalar. Segundo as diretrizes estabelecidas, a abordagem correta envolve a interdição seletiva de áreas específicas, o isolamento rigoroso dos pacientes contaminados, o isolamento dos ambientes potencialmente infectados e a realização de desinfecções terminais necessárias.

"Já tem material suficiente e agora um aporte de profissionais de enfermagem e higienização", complementou Motta, indicando que os recursos necessários para conter o surto estão sendo disponibilizados progressivamente.

As autoridades de saúde continuam monitorando a situação de perto e implementando protocolos reforçados de controle de infecção para prevenir novos casos do superfungo Candida auris no sistema de saúde potiguar.

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