A Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto (SP) deu início à aplicação da vacina contra o vírus da chikungunya, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. O município recebeu 1,1 mil doses do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, em dose única, destinado a pessoas entre 18 e 59 anos. As doses têm validade até o dia 30 deste mês e estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Atendimento Pediátrico da Região Norte. A vacinação começou na sexta-feira (15).
Quem não pode se vacinar?
De acordo com a Secretaria de Saúde, a vacina contra a chikungunya não é indicada para:
- Gestantes ou mulheres em período de amamentação;
- Pessoas com alergia a componentes da vacina;
- Imunossuprimidos, como transplantados, pacientes oncológicos, portadores de HIV/AIDS ou em uso de medicamentos imunossupressores.
Além disso, a vacinação deve ser adiada em casos de:
- Doença febril aguda;
- Caso confirmado de chikungunya recente (é necessário aguardar 30 dias após o fim dos sintomas);
- Após receber dose de vacinas inativadas como influenza, covid-19, tétano e hepatite B (14 dias);
- Após receber dose de vacinas atenuadas como febre amarela, dengue, varicela ou tríplice viral (30 dias).
Sintomas do chikungunya
A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue e zika. Os sintomas incluem febre alta de início rápido, acompanhada de fortes dores nas articulações dos pés, mãos, tornozelos e pulsos. A fase aguda da doença dura até o 14º dia de sintomas. Alguns pacientes podem evoluir com persistência das dores articulares após a fase aguda, caracterizando o início da fase pós-aguda, que pode se prolongar por até três meses.
Segundo a Secretaria de Saúde, 11 casos de chikungunya foram confirmados este ano em Rio Preto, e outros 33 casos estão em investigação.
Distribuição e projeto de imunização
A cidade integra a lista de municípios selecionados para receber as primeiras doses do imunizante, com base em estudo epidemiológico conduzido pelo Instituto Butantan. Dois municípios da região, Mirassol e Bady Bassit, também foram contemplados no mês passado. A vacinação em regiões endêmicas, onde o vírus circula com maior frequência, é fundamental para avaliar a efetividade da vacina. O Instituto Butantan monitora os casos positivos de chikungunya nos municípios participantes da estratégia para avaliar a efetividade do imunizante.



