Rio Branco registra nove casos de meningite em 2025 e promove ação massiva de vacinação
A cidade de Rio Branco, capital do Acre, contabilizou nove casos confirmados de meningite no ano de 2025, conforme dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Os registros envolveram exclusivamente crianças e adolescentes, felizmente sem nenhum óbito registrado até o momento.
Em resposta a esses casos, a Semsa organizou um Dia "D" de vacinação no último sábado, 28 de junho, com o objetivo de reforçar a imunização da população. A ação resultou na aplicação de mais de mil doses de vacinas em diversos pontos da capital.
Detalhes da campanha de imunização
O foco principal da campanha foi a vacina contra a meningite, com 800 doses administradas. Além disso, a iniciativa também incluiu a aplicação de 160 doses da vacina contra influenza e 49 doses da vacina contra HPV, totalizando uma ampla cobertura de imunizantes essenciais.
O público-alvo definido pela secretaria seguiu as diretrizes do Calendário Nacional de Vacinação, abrangendo crianças de 3, 5 e 12 meses de idade, bem como adolescentes na faixa etária de 11 a 19 anos. A meta estabelecida era manter a cobertura vacinal acima de 90% na capital acreana.
"A ação buscou ampliar o acesso, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades para comparecer às unidades de saúde durante a semana", explicou a Semsa em comunicado.
Estratégia de vacinação e participação familiar
A campanha foi realizada em quatro Unidades de Referência em Atenção Primária (URAPs) e também no Via Verde Shopping, facilitando o acesso da população. Um aspecto inovador da ação permitiu que pais ou responsáveis que acompanhavam as crianças e adolescentes também pudessem se vacinar, caso ainda não tivessem recebido a dose.
Segundo a secretaria, essa inclusão teve a intenção de facilitar a atualização da caderneta de vacinação dentro do mesmo contexto familiar, promovendo uma proteção mais ampla. A pasta ressaltou que muitos adolescentes e adultos jovens já haviam recebido as doses na infância, pois a vacina faz parte da rotina do calendário nacional.
Entendendo a meningite e seus riscos
A meningite é uma doença inflamatória que afeta as meninges, membranas que envolvem todo o sistema nervoso central. Pode ser causada por diversos agentes, incluindo bactérias, vírus, fungos e parasitas, sendo as formas virais e bacterianas as mais relevantes para a saúde pública devido ao potencial de surtos.
Os sintomas da meningite bacteriana, que costumam aparecer rapidamente, incluem:
- Febre alta
- Mal-estar geral
- Vômitos
- Dor intensa de cabeça e no pescoço
- Dificuldade para encostar o queixo no peito
- Manchas vermelhas pelo corpo (em alguns casos)
Em bebês, os sinais podem se manifestar como:
- Moleira tensa ou elevada
- Gemidos ao serem tocados
- Inquietação com choro agudo
- Rigidez corporal ou corpo "mole"
A doença apresenta alta taxa de mortalidade e pode deixar sequelas graves, como surdez, perda de movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças constituem a faixa etária mais vulnerável, e os pacientes necessitam de acompanhamento médico por pelo menos seis meses após o diagnóstico.
O Ministério da Saúde destaca que a ocorrência das meningites bacterianas é mais comum nos períodos de outono e inverno, enquanto as virais tendem a surgir com maior frequência na primavera e verão.
Contexto atual e medidas preventivas
De acordo com a Semsa, não há registros de novos casos de meningite na capital em 2025 após os nove casos iniciais. A ação do Dia D representa uma medida proativa para prevenir possíveis surtos e manter a população protegida.
A vacinação continua sendo a principal estratégia de prevenção contra a meningite, reforçando a importância de manter a caderneta de vacinação em dia, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.



