Maquiadora sofre queimaduras no seio após procedimento estético com jato de plasma no Acre
Queimaduras em seio após procedimento estético com plasma no Acre

Maquiadora relata queimaduras graves após procedimento estético no Acre

A maquiadora Vanessa Holanda de Lima, de 26 anos, natural de Mâncio Lima, no interior do Acre, sofreu queimaduras severas no seio esquerdo após realizar um tratamento estético com jato de plasma. O procedimento, que visava corrigir estrias e flacidez, foi realizado no dia 20 de março em uma clínica de Cruzeiro do Sul, também no Acre. A jovem decidiu compartilhar sua experiência nas redes sociais, denunciando a falta de suporte da clínica e os graves danos que enfrentou.

Procedimento prometia resultados sem cirurgia invasiva

Vanessa explicou ao g1 que optou pelo tratamento para melhorar sua autoestima, especialmente após a amamentação de suas duas filhas, que causou flacidez nos seios. Ela investiu R$ 3,6 mil por sessão, acreditando estar em boas mãos. "Muita gente que é desinformada fica me culpando, como se eu tivesse ido fazer um procedimento com qualquer pessoa que trabalha no fundo de quintal", desabafou. A maquiadora ressaltou que pagou um valor elevado, superior ao cobrado por profissionais qualificados, confiando na reputação da clínica.

Além disso, Vanessa planejava uma viagem e viu no procedimento uma oportunidade de evitar uma cirurgia mais invasiva, como a mastopexia. "O dinheiro que eu ia pagar por esse procedimento era o que iria fazer minha cirurgia de mastopexia no final do ano", contou. Ela decidiu aproveitar a presença da profissional, que não era da região, esperando resultados positivos conforme as promessas feitas.

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Detalhes do tratamento e falta de transparência

Conforme o relato, o procedimento foi apresentado como uma técnica italiana, utilizando jato de plasma após aplicação de anestesia local. No mesmo dia, Vanessa também realizou um clareamento íntimo na mesma clínica, que igualmente não trouxe resultados satisfatórios. Durante a sessão, ela pediu um espelho para acompanhar o processo, mas a profissional alegou não ter um disponível.

"Começamos pelo clareamento íntimo. Ela fez fotos e me mostrou o suposto resultado, mas não foi isso que eu observei depois", disse Vanessa. Após quase duas horas, ela insistiu novamente por um espelho, sem sucesso. A profissional prometeu uma retração de 8 a 15 centímetros, com cicatrização rápida e indolor, mas Vanessa notou que não havia diferença visível após tirar uma foto no banheiro.

Consequências físicas e emocionais devastadoras

Vanessa descreveu que, durante o procedimento, questionou as marcações feitas pela profissional, mas acreditou nas respostas recebidas. "Pensei: 'Ela é profissional e eu sou leiga no assunto'", explicou. Ao final, ao perceber as queimaduras e resultados insatisfatórios, ela expressou sua insatisfação, mas foi informada que teria que pagar R$ 1,2 mil pelos produtos utilizados, além de R$ 200 pela avaliação.

A cicatrização, que inicialmente foi estimada em cinco dias, durou 19 dias, com Vanessa precisando usar anti-inflamatórios por sete dias e pomadas indicadas pela profissional. "O período de crosta durou 19 dias. Eu fiz dia 20 [de março] e veio cicatrizar no dia 7 [de abril]", detalhou. Além dos danos físicos, a maquiadora sofre com impactos psicológicos e morais, incluindo julgamentos nas redes sociais.

Busca por justiça e apoio

Vanessa registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal contra a profissional em uma delegacia e espera que a justiça seja feita. "Só quero que haja justiça, porque isso já tem me causado tanto dano psicológico", lamentou. Ela planeja se afastar temporariamente das redes sociais para evitar mais abalos emocionais. O g1 entrou em contato com a clínica envolvida e aguarda um retorno oficial sobre o caso.

Este incidente destaca os riscos associados a procedimentos estéticos não regulamentados e a importância de buscar profissionais devidamente qualificados e transparentes. A história de Vanessa serve como um alerta para consumidores que consideram tratamentos estéticos, especialmente em regiões com menos acesso a informações e regulamentações rigorosas.

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