Uberaba registra quarta morte por chikungunya em Minas Gerais em 2026
A cidade de Uberaba, localizada no Triângulo Mineiro, confirmou a primeira morte por febre chikungunya em Minas Gerais no ano de 2026, elevando para quatro o total de óbitos relacionados à doença no município. A informação foi divulgada oficialmente pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) nesta quarta-feira, dia 16.
De acordo com os dados epidemiológicos, o município já contabiliza 14 casos confirmados de chikungunya neste período. A taxa de transmissão do vírus está estabelecida em 0,11, indicando que, em média, cada pessoa infectada transmite a doença para menos de um indivíduo. Este índice é considerado baixo pelas autoridades sanitárias, sugerindo uma estabilidade na circulação viral na região.
Perfil da vítima e situação epidemiológica
O painel de monitoramento de arboviroses da SES-MG revelou que a vítima fatal era uma mulher idosa, com idade entre 70 e 79 anos. A febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor responsável pela disseminação da dengue e do vírus Zika. Entre os sintomas mais comuns da doença destacam-se:
- Febre alta e repentina
- Dores intensas e debilitantes nas articulações
- Fortes dores de cabeça
- Fadiga extrema e mal-estar geral
- Manchas vermelhas na pele
Segundo o boletim epidemiológico mais recente, até esta segunda-feira, dia 16, Minas Gerais registrou 4.048 casos prováveis de chikungunya em todo o estado, com 2.306 confirmações. No mês passado, a região do Triângulo Mineiro foi colocada em alerta epidemiológico devido à concentração da maioria dos casos da doença no território mineiro.
Comparativo com outras arboviroses
Em relação à dengue, Uberaba contabiliza 1,6 mil casos prováveis da doença em 2026, com nove confirmações. Até o momento, não há mortes registradas por dengue no município neste ano. No âmbito estadual, os números são mais expressivos: 26.471 casos prováveis de dengue e seis óbitos confirmados.
Já o vírus Zika apresenta 19 casos prováveis e três confirmados em Minas Gerais. Não há mortes confirmadas ou em investigação relacionadas a esta doença até o presente momento.
Ações de prevenção e capacitação
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, explicou que o alerta na região tem caráter preventivo e estratégico. Como parte das medidas de contenção, uma força-tarefa foi realizada no último mês para promover oficinas de capacitação destinadas às equipes da Atenção Primária, Secundária e Hospitalar, além dos profissionais da Vigilância Epidemiológica e da Saúde Suplementar.
Essas iniciativas buscam fortalecer a resposta do sistema de saúde frente ao aumento de casos e garantir um atendimento mais eficaz à população. As autoridades reforçam a importância de medidas individuais e coletivas para eliminar criadouros do mosquito, como evitar acúmulo de água parada em recipientes, manter caixas d'água tampadas e utilizar repelentes regularmente.
A situação em Uberaba serve como um alerta para toda a população mineira sobre os riscos das arboviroses e a necessidade de vigilância constante, especialmente em períodos de maior incidência de chuvas, que favorecem a proliferação do Aedes aegypti.



