Técnica de Enfermagem e Biomédica Presas por Venda Ilegal de Canetas Emagrecedoras em Monte Alto
Profissionais presas por vender canetas emagrecedoras sem autorização

Profissionais da Saúde São Presas em Flagrante por Comercialização Ilegal de Canetas Emagrecedoras em Monte Alto

Uma técnica de enfermagem e uma biomédica foram detidas em flagrante na terça-feira, 31 de março, na cidade de Monte Alto, interior de São Paulo. A prisão ocorreu durante uma operação conjunta da Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal, que investigava denúncias sobre um esquema de venda e aplicação de canetas emagrecedoras sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Operação Revela Armazenamento Irregular de Medicamentos

As duas profissionais foram abordadas em duas clínicas distintas, onde os agentes encontraram ampolas da medicação injetável tirzepatida, utilizada para emagrecimento, armazenadas em geladeiras sem qualquer comprovação de procedência. O delegado Marcelo Lorenço dos Santos destacou a gravidade do caso, afirmando que se trata de um crime contra a saúde pública, especialmente pela falta de registro na Anvisa e origem desconhecida dos produtos.

As suspeitas são:

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  • Sinara Correa de Oliveira, biomédica, que pagou fiança de R$ 1,6 mil e foi liberada após a prisão.
  • Ivane Rosa da Silva, técnica de enfermagem, que também foi solta após audiência de custódia, onde se comprometeu a cumprir medidas cautelares.

Ambas devem responder judicialmente por crimes como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins medicinais, conforme a legislação brasileira.

Defesa das Profissionais Aponta Inocência e Bons Antecedentes

A defesa de Ivane Rosa da Silva argumentou que ela foi liberada por ser ré primária, possuir bons antecedentes e residência fixa. Além disso, alegou que os produtos apreendidos no local onde ela estava eram de uso pessoal e que ela nunca prescreveu medicações. Os demais fatos serão devidamente apurados e demonstrados nos autos do processo, afirmaram os advogados.

Já a defesa de Sinara Correa de Oliveira ressaltou que as investigações ainda estão em andamento sem conclusões definitivas. A biomédica atua há anos sem histórico de irregularidades e exerce suas atividades com base em conhecimento técnico e observância das diretrizes profissionais, segundo seus representantes legais.

Operação Conjunta Após Denúncias de Efeitos Colaterais

A fiscalização foi desencadeada após denúncias sobre um esquema de aplicação de canetas emagrecedoras na cidade, incluindo relatos de pacientes que sofreram efeitos colaterais. Nas clínicas fiscalizadas, a polícia encontrou não apenas as ampolas, mas também fichas de atendimento que detalhavam:

  1. Nomes dos pacientes.
  2. Cronograma de aplicação com posologia específica.
  3. Valores cobrados pelos serviços.
  4. Tabelas demonstrando o progresso de emagrecimento dos indivíduos.

O delegado Marcelo Lorenço dos Santos enfatizou que a tirzepatida não pode ser comercializada sem autorização da Anvisa, e as clínicas envolvidas não possuíam essa permissão. As investigações continuam na Polícia Civil para identificar os fornecedores das ampolas e entender a extensão do esquema, que pode colocar em risco a saúde pública da região.

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