Paraguai alerta sobre comércio ilegal de canetas emagrecedoras falsas na fronteira com o Brasil
Paraguai alerta sobre canetas emagrecedoras falsas na fronteira

Paraguai confirma comércio ilegal de canetas emagrecedoras falsas na fronteira com o Brasil

A Direção Nacional da Vigilância Sanitária do Paraguai (Dinavisa) emitiu um alerta oficial no dia 24 de dezembro do ano passado, admitindo a existência de um comércio ilegal de canetas emagrecedoras falsificadas na fronteira com o Brasil. A agência, equivalente à Anvisa no país vizinho, classificou a situação como um grave risco para a saúde pública, destacando que esses produtos não possuem registro sanitário válido.

Preocupação compartilhada entre Brasil e Paraguai

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também se manifestou sobre o tema, emitindo um alerta na segunda-feira, 9 de janeiro. A agência brasileira advertiu sobre o uso de canetas sem acompanhamento médico e para doenças não aprovadas nas bulas dos medicamentos. Muitos desses produtos são adquiridos de vendedores que os trazem do Paraguai, onde são comercializados a preços mais baixos e sem necessidade de prescrição médica.

Métodos de contrabando e riscos à saúde

Os vendedores ilegais utilizam diversas estratégias para burlar a fiscalização na fronteira, como esconder as canetas em:

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  • Estofamento de carros e ônibus
  • Fundos falsos de bagagens
  • Interior de pneus

A Dinavisa identificou a comercialização não autorizada principalmente em Ciudad del Este, região fronteiriça com o Brasil. As canetas falsificadas são frequentemente rotuladas com nomes de produtos populares, como Mounjaro e Tirzapatide Injection, que supostamente contêm tirzepatida. No entanto, a agência paraguaia alerta que esses produtos podem conter substâncias não declaradas ou em concentrações incorretas, representando sérios perigos.

Consequências graves e orientações das autoridades

O uso desses medicamentos falsificados pode gerar efeitos adversos graves e até colocar a vida dos consumidores em risco, já que sua composição, origem e condições de fabricação são desconhecidas. A Dinavisa recomenda:

  1. Suspender imediatamente o uso de qualquer produto suspeito
  2. Não adquirir medicamentos pela internet, redes sociais ou canais não autorizados
  3. Seguir sempre orientação médica para o consumo de qualquer medicamento

No Brasil, a Anvisa relatou um aumento nas notificações de casos de pancreatite associados ao uso de medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro. Atualmente, seis mortes por pancreatite estão sob investigação por suspeita de relação com o uso de canetas emagrecedoras, além de mais de 200 casos de problemas no pâncreas sendo analisados.

Mercado ilegal em expansão

Nos últimos anos, o comércio ilegal de canetas emagrecedoras se fortaleceu no Brasil, tornando-se um problema significativo de saúde pública. A Anvisa já se posicionou contra o uso de produtos vindos do Paraguai, enfatizando que não há registro sanitário válido no Brasil para garantir sua segurança. Apesar dos alertas, o mercado clandestino continua em alta, com vendedores anunciando ilegalmente produtos adquiridos no país vizinho.

A Dinavisa reforça que as canetas emagrecedoras só devem ser utilizadas mediante prescrição e supervisão médica, e que é expressamente proibida a venda de produtos falsificados, vencidos ou não autorizados. A colaboração entre as autoridades sanitárias do Brasil e do Paraguai é crucial para combater essa ameaça à saúde pública.

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