Paraíba registra 317 casos prováveis de arboviroses em janeiro, com predominância de dengue
O estado da Paraíba enfrenta um cenário preocupante com o registro de 317 casos prováveis de arboviroses no mês de janeiro, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES). O Boletim Epidemiológico das Arboviroses, publicado nesta quinta-feira (12), com análises até 6 de fevereiro, revela que a dengue é a principal responsável por esses números, com 292 casos, enquanto a chikungunya soma 25 ocorrências.
Detalhes dos casos e alertas de saúde
Durante o período analisado, não foram registrados casos prováveis de zika ou confirmações de febre do Oropouche no estado. No entanto, o boletim aponta que dois casos de dengue foram notificados com sinais de alarme ou na forma grave, indicando a necessidade de atenção redobrada. Além disso, há um óbito em investigação, relacionado a um paciente residente no município de João Pessoa, o que reforça a gravidade da situação.
As maiores incidências de casos se concentram nas cidades de João Pessoa e Princesa Isabel, destacando áreas críticas que demandam ações imediatas. A SES informa que, atualmente, há circulação dos sorotipos 2 e 3 da dengue na Paraíba, o que pode aumentar o risco de complicações e transmissão da doença.
Estratégias de combate e prevenção
Como medida complementar para enfrentar o avanço das arboviroses, a SES está realizando uma semana de intensificação da vacinação contra a dengue em todo o território paraibano, que se estende até 27 de fevereiro. O público-alvo desta campanha são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, visando proteger uma faixa etária vulnerável e reduzir a propagação do vírus.
A secretaria reforça que a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a forma mais eficaz de reduzir o risco de transmissão das arboviroses. A orientação é que a população reserve um momento da semana para vistoriar casas e quintais, evitando água parada em recipientes, calhas, caixas-d’água e objetos expostos ao ambiente. Essa prática simples pode ser crucial para prevenir novos casos e controlar a disseminação das doenças.
Em resumo, os dados mostram um alerta para a saúde pública na Paraíba, com a dengue liderando os casos de arboviroses. A combinação de vigilância, vacinação e ações preventivas é essencial para mitigar os impactos e proteger a população contra essas doenças transmitidas por mosquitos.



