O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, solicitou que cidadãos e empresas retomem práticas adotadas durante a pandemia de covid-19, como o trabalho remoto e reuniões virtuais, para reduzir o consumo de gasolina e diesel. A medida visa aliviar a pressão sobre as reservas financeiras do país, diante da disparada nos preços do petróleo desde o início da guerra entre Irã e Israel.
Contexto da crise energética
Segundo Modi, a escalada nos preços globais da energia exige medidas de contenção. “Os altos preços globais dos combustíveis significam que a Índia deve economizar divisas estrangeiras usando menos gasolina e diesel”, afirmou o premiê. A preocupação do governo indiano ocorre em um momento de forte valorização do petróleo no mercado internacional.
Desde 28 de fevereiro, data apontada como o início do conflito, o barril do Brent, referência global para o petróleo, acumulou alta de 39,7%, saltando de US$ 72,48 para US$ 101,29 até a última sexta-feira, 8 de maio. No pico da crise, as cotações chegaram perto de US$ 120, devido às restrições à circulação no Estreito de Hormuz.
Importância do Estreito de Hormuz
A região é considerada estratégica para o abastecimento global de energia. O estreito de Hormuz conecta o golfo Pérsico ao golfo de Omã e ao oceano Índico, concentrando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Qualquer ameaça à navegação na área costuma gerar impacto imediato sobre os preços internacionais dos combustíveis.
Com a guerra entre Irã e Israel, o estreito tornou-se um ponto de tensão, elevando os custos de transporte e seguros para navios petroleiros. A Índia, que importa grande parte de seu petróleo, sente diretamente os efeitos dessa crise.
Medidas adotadas e impactos esperados
O governo indiano espera que a adoção do home office reduza significativamente a demanda por combustíveis, diminuindo a necessidade de importações e aliviando as contas externas. Além disso, a medida pode incentivar empresas a investirem em infraestrutura digital e práticas sustentáveis.
Especialistas apontam que, embora o home office seja uma solução de curto prazo, a Índia precisa diversificar suas fontes de energia e investir em renováveis para evitar futuras crises. Enquanto isso, a população se adapta a um novo cenário de restrições e preços elevados.



