Vigilância Ambiental de Araraquara implementa nova estratégia com 230 ovitrampas para combater dengue
A Vigilância Ambiental em Saúde, órgão vinculado à Secretaria da Saúde de Araraquara, dará início na próxima semana a uma nova e inovadora estratégia de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya. Serão instalados 230 equipamentos chamados ovitrampas, distribuídos pelas regiões da cidade que já apresentam maior incidência de casos confirmados dessas arboviroses.
Como funcionam as ovitrampas e seu papel no controle do mosquito
As ovitrampas são pequenos recipientes escuros contendo água e uma palheta de madeira ou material similar, projetados para atrair as fêmeas do Aedes aegypti para a postura de seus ovos. Instaladas em pontos estratégicos previamente definidos, a uma altura máxima de 150 centímetros, ao abrigo de chuva e luz solar, e fora do alcance de crianças e animais domésticos, essas armadilhas permitem um mapeamento detalhado das áreas com maior infestação do vetor.
Conforme explica Márcio Marmorato, gerente do Controle de Vetores, a implantação das ovitrampas representa um avanço significativo nas estratégias de vigilância e prevenção. "Elas vão permitir que o município atue de forma mais preventiva no controle do mosquito transmissor das arboviroses", afirma Marmorato, destacando que essa ferramenta possibilita monitorar a evolução da população do mosquito, planejar ações de campo mais direcionadas e avaliar a efetividade das medidas de controle já implementadas.
Processo de instalação e importância da colaboração dos moradores
A instalação das ovitrampas só é realizada com o consentimento expresso do morador ou responsável pelo imóvel, garantindo a segurança e a transparência do processo. "É importante que o morador acompanhe o processo de instalação, pois serão dadas todas as orientações sobre os cuidados e explicações sobre o funcionamento", ressalta Márcio Marmorato. Após alguns dias, os agentes de endemias substituem a palheta e retiram os ovos do ambiente, impedindo que as larvas do mosquito nasçam e se desenvolvam.
Os resultados obtidos com as ovitrampas indicam não apenas a presença do vetor, mas também a quantidade de ovos removidos, evitando que os locais se tornem focos de proliferação do Aedes aegypti. Segundo o Ministério da Saúde, essas armadilhas têm se destacado como uma ferramenta eficaz, de baixo custo e alta sensibilidade, fortalecendo consideravelmente o combate ao mosquito transmissor de doenças graves.
Impacto esperado e reforço nas políticas públicas de saúde
A nova estratégia com as 230 ovitrampas em Araraquara visa otimizar os recursos disponíveis e aumentar a eficiência das ações de controle, contribuindo para uma redução sustentável nos casos de dengue, zika e chikungunya na região. Essa iniciativa reforça o compromisso da Vigilância Ambiental em Saúde com a inovação e a prevenção, alinhando-se às diretrizes nacionais para o enfrentamento das arboviroses.
Com essa abordagem proativa, espera-se não apenas conter a propagação do mosquito, mas também educar a população sobre a importância da participação coletiva na eliminação de criadouros, promovendo uma saúde pública mais robusta e resiliente em Araraquara e arredores.



