O cabeleireiro Eryvelton Gomes, de 34 anos, morreu após comer caranguejo pela primeira vez na Praia do Francês, em Marechal Deodoro (AL), na terça-feira (6). A informação foi confirmada pela família. Ele começou a apresentar sintomas logo após consumir o alimento.
Primeira experiência com caranguejo
Horas antes do ocorrido, o marido de Eryvelton publicou um vídeo em que ele aparece experimentando o prato. De acordo com a prima da vítima, Eryvelton nunca havia experimentado o crustáceo. A família informou ainda que ele sabia que tinha alergia a camarão, mas acreditou que não teria problemas ao ingerir caranguejo.
Socorro e atendimento médico
Ainda segundo a família, socorristas foram acionados e prestaram os primeiros atendimentos no local, mas não tinham medicamentos antialérgicos, apenas oxigênio. Por isso, Eryvelton foi levado às pressas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde equipes médicas tentaram reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas sem sucesso.
Alergia a camarão e riscos
A alergia a camarão é uma reação do sistema imunológico após o consumo ou contato com o alimento, explica a médica alergista e imunologista Carolina Alcântara. Segundo ela, o organismo reage de forma exagerada a substâncias presentes no alimento. No caso do camarão, o sistema imunológico identifica de forma equivocada uma proteína, geralmente a tropomiosina, como prejudicial. Com isso, o corpo produz anticorpos e libera substâncias que causam reações alérgicas, que podem variar de leves a graves e até fatais.
A especialista alerta que a alergia pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa de acordo com a predisposição genética associada a fatores de risco ambientais, culturais e comportamentais. Uma das hipóteses para explicar o porquê alguns indivíduos desenvolvem determinadas alergias e outros não é o modo de preparo do alimento e a presença de cofatores (álcool, exercícios físicos e uso de anti-inflamatórios).
Eryvelton Gomes, de 34 anos, estava em uma viagem de férias com a família em Maceió (AL).



