O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira, 6, que conseguirá acesso ao urânio enriquecido do Irã, material utilizado para a fabricação de armas nucleares. A afirmação ocorre em meio a negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e Israel ao território iraniano.
Declarações de Trump
Em declaração à imprensa, Trump afirmou: “Vamos conseguir”, sem fornecer detalhes adicionais, ao ser questionado sobre o material estratégico. Mais tarde, completou: “Acho que ganhamos.” O republicano também indicou que autoridades iranianas “querem chegar a um acordo” e que os recursos militares do regime foram amplamente destruídos.
Segundo Trump, “eles tinham uma marinha com 159 navios, e agora todos estão destruídos no fundo do mar. Tinham uma força aérea com muitos aviões, e agora não têm nenhum. Não têm radares nem defesas aéreas. Seus mísseis estão quase todos destruídos”.
Negociações em andamento
Mais cedo, a agência Reuters e o portal Axios noticiaram que o governo americano acredita estar próximo de um acordo de paz com o Irã. As tensões no Estreito de Ormuz diminuíram após Trump suspender uma operação militar para escoltar navios, com o objetivo de “dar espaço” às negociações.
Memorando de entendimento
De acordo com o Axios, os países estão prestes a fechar um “memorando de entendimento” de uma página, com 14 pontos, que encerraria o conflito e estabeleceria uma base para negociações futuras, incluindo o programa nuclear iraniano. Os EUA aguardam respostas iranianas nos próximos dias.
Os principais negociadores americanos são os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner, que se comunicam com autoridades iranianas diretamente e por meio de mediadores. Uma fonte do Paquistão, que atua como mediador, confirmou à Reuters que Washington e Teerã estão perto de finalizar o memorando.
“Vamos concluir isso muito em breve. Estamos chegando perto”, disse a autoridade paquistanesa, acrescentando que o Ministro das Relações Exteriores do Paquistão trabalha para garantir que o acordo leve a um “fim permanente” do conflito.



